Três homens são indiciados por espalhar vídeo íntimo de mulher em Rio Quente
02 junho 2026 às 17h06

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A Polícia Civil concluiu uma investigação e indiciou três homens por envolvimento na divulgação de um vídeo íntimo contendo cenas de nudez e relação sexual de uma mulher em Rio Quente. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
A investigação começou após a vítima procurar a delegacia e denunciar que o conteúdo, registrado sem sua autorização, passou a circular em redes sociais e grupos de WhatsApp, expondo sua imagem e violando sua intimidade.
Segundo a Polícia Civil, as diligências permitiram identificar os envolvidos e individualizar as condutas de cada um. As investigações apontaram que os três participaram da gravação sem o consentimento da vítima e também compartilharam o material.
Ao Jornal Opção, o delegado Fabiano Jacomelis informou que a identificação dos suspeitos foi possível a partir das investigações conduzidas pela corporação e de informações fornecidas pela própria vítima. Ele acrescentou que a pessoa responsável pela gravação original também foi identificada e responderá criminalmente pelo mesmo delito.
As investigações ainda apontaram que parte dos envolvidos cobrava valores para repassar as imagens a terceiros. O alcance total da distribuição ainda é apurado pela Polícia Civil.
“Foi cobrado valor para passar as imagens”, afirmou o delegado. Segundo ele, as investigações prosseguem para identificar possíveis compradores e outras pessoas que possam ter participado da disseminação ou revenda do conteúdo.
De acordo com Jacomelis, a vítima relatou estar profundamente abalada com a exposição sofrida. O delegado destacou que crimes dessa natureza costumam causar impactos significativos, especialmente em municípios menores, onde a circulação de informações tende a atingir rapidamente um grande número de pessoas.
Os investigados foram indiciados com base no artigo 218-C do Código Penal, que trata da divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia sem consentimento. Conforme explicou o delegado, as penas podem variar de quatro a dez anos de prisão, a depender das circunstâncias apuradas durante o processo.
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