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Em Goiás e na Bahia, dados não são divulgados devido a decisões judiciais. Durante a análise, constatou-se que a maioria dos tribunais publicam informações com atraso ou criam barreiras para o acesso. TRE goiano nega

A audiência ocorre no Colégio Claretiano Coração de Maria, no Setor Central, e tem início às 8h

A organização do certame recomendou que os estudantes estivessem às 11h00, mas muitos se antecipavam nos arredores da universidade por volta das 10h30

No ano passado, de US$ 242,17 bilhões exportados pelo Brasil, Cuba respondeu por US$ 528,17 milhões, o equivalente a apenas 0,21%

Em outras ocasiões, fortes temporais assolaram o município, causando o transbordamento do Rio Vermelho, que corta a região

Os registros do fotógrafo Rodrigo dos Anjos, da AgNews, mostram uma a suposta traição do ator com uma loira

É proibido usar celulares durante o exame e o descumprimento da regra pode causar a eliminação do candidato

A reprodução da película será a partir das 20h, na Praça Cívica, em frente ao Cine Cultura e a entrada é franca

Os portões abrem às 12h, no horário de Brasília, e fecham pontualmente às 13h, também no horário de Brasília, que adota o horário de verão
O deputado eleito Lissauer Vieira está tentando indicar o sucessor de Júlio Pimenta, mas o deputado Heuler Cruvinel pretende bancar Ronaldo Cruvinel para chefiar o Vapt Vupt. Lissauer Vieira e Heuler Cruvinel não estão em guerra aberta. Mas, como é normal em qualquer grupo político, estão disputando espaço. O primeiro sabe que em Rio Verde há uma fila e que o candidato a prefeito do PSD, em 2016, será Heuler Cruvinel. Porém, se o deputado federal não tiver condições de concorrer, seu nome poderá ser indicado.
A presidente assumiu a articulação do novo governo e deixou de lado a função de gerente executiva da administração pública
[caption id="attachment_20169" align="alignleft" width="326"] Guido Mantega, demissionário e sem autoridade, vai a encontro do G20 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil[/caption]
A presidente Dilma demonstra a ideia de encarar a mudança na economia apenas depois da escolha do novo ministro da Fazenda, coisa para mais adiante. Antes, deseja conhecer Brisbane, na Austrália, no próximo fim de semana. A cidade sediará a reunião do G20, grupo que, por ironia da história, ainda considera o Brasil uma das 20 economias mais fortes do planeta.
Ainda não se sabe se a presidente está disposta a nomear o novo ministro assim que voltar da viagem ou se os despachos com o companheiro Guido Mantega entrarão em dezembro, último mês do atual governo. O atual ministro é outro que deverá conhecer Brisbane, mas que autoridade teria para negociar se todos sabem que ele está com aviso prévio desde setembro?
A própria troca do ministro da Fazenda numa economia em decadência também é tratada pela presidente mais como uma peça de articulação política do que uma providência de gestão federal. A costura política domina a retomada da agenda presidencial há uma semana, desde a volta da praia baiana no domingo. Vejamos.
Na segunda-feira, a agenda ficou em branco, sem anunciar a visita noturna de Lula à residência no Alvorada. Na terça, Dilma foi ao Planalto conversar com o governador do Ceará, Ciro Gomes (Pros), sobre alianças. Na quarta, recebeu líderes do PSD para tratar da base aliada. Depois, pediu ao governador e ao prefeito do Rio, Luiz Fernando Pezão e Eduardo Paes, que tirem do deputado Eduardo Cunha a ideia de ser líder do PMDB.
Ainda na quarta, a presidente encerrou o dia com um programa social, sem conversa política: distribuiu a artistas populares medalhas do Mérito Cultural, coisa dos companheiros que atuam no Ministério da Cultura.
Na quinta, não foi ao Planalto, ficou no Alvorada para confraternizar com companheiros do PT entre vinhos, salgados e doces. O clima de festa com muita gente não permitiu aos petistas comunicarem à companheira o que ela já sabe: eles desejam maior participação no segundo mandato. Na sexta, foi ao escritório à tarde para receber o presidente do Uruguai, José Mujica.
[caption id="attachment_20167" align="alignright" width="620"] Tucano Aécio Neves é alvo de mensagem do PT extravasando o ódio mostrado durante a campanha eleitoral Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil[/caption]
Ao avaliar a aprovação da reeleição da presidente Dilma, a burocracia que compõe a executiva nacional do PT editou uma resolução onde sugere que aliados de centro-direita não contribuíram à vitória. Os partidos de esquerda foram mencionados, mas não se falou na centro-direita, caso do PMDB, PP, PSD e PR, que não mereceriam cargos.
O veneno da executiva está no início do extenso documento com 1.766 palavras. Na abertura, o papel considera que o planeta festejou a reeleição, com destaque ao bolivarianismo regional:
— Uma vitória comemorada por todos os setores democráticos, progressistas e de esquerda do mundo e, particularmente, na América Latina e no Caribe.
A seguir, a resolução aponta os inimigos da reeleição na “duríssima” disputa contra o desafiante tucano Aécio Neves:
— Foi uma disputa contra adversários apoiados pela direita, pelo oligopólio da mídia, pelo grande capital e seus aliados internacionais.
Então, o texto, aprovado no início da semana, indica os quatro responsáveis pelo sucesso da reeleição:
“Vencemos graças à consciência política de importantes parcelas do nosso povo; da mobilização da antiga e da nova militância de esquerda; da participação de partidos de esquerda; e da dedicação e liderança do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma.”
Bem, os líderes Lula e Dilma não possuem compromisso com a análise e as recomendações da executiva, onde falta autocrítica e sobram autoelogios. Começa que outro órgão da burocracia interna ainda vai discutir a resolução, o diretório nacional do PT, que se reúne no fim do mês – o planeta esteja atento.
Além disso, a palavra final é de Lula e Dilma, que decidirão a composição da nova equipe, com o loteamento da Esplanada. Eles dirão onde termina o presidencialismo de coalização, que inclui partidos de centro-direita; e começa o território da militância, valorizada no documento, no aparelhamento do governo.
Logo no início, o texto com nove páginas revive o ódio com que o PT faz campanha política, que, na realidade do partido, não passa de guerra contra os adversários. Refere-se à concorrência e amaldiçoa a oposição:
“Encabeçada por Aécio Neves, além de representar o retrocesso neoliberal, incorreu nas piores práticas políticas: o machismo, o racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar.”
Vagamente, o papel acusa “manobras golpistas” contra o novo mandato de Dilma, mas convida os militantes a um golpe no Congresso, uma manobra para derrubar a decisão da Câmara que anulou o decreto presidencial sobre a ação de conselhos populares. “Reverter a derrubada da Política Nacional de Participação Popular”, propõe.
A mais evidente provocação ao confronto não estavano site do PT, mas num texto no Facebook que serve ao partido. “Militância, às armas”, a nota conclamou os amigos e simpatizantes. “Mantenha-se informado em nossos canais e arme-se com argumentos para combater a ignorância nas redes e nas ruas”, e emendou:
— Representantes do atraso, verdadeiros fantasmas do passado, eles tentam criar um terceiro turno na disputa eleitoral ao suscitarem sandices como intervenção militar e até o impeachment da presidenta. Esqueceram que o povo não é bobo.
O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo – tudo a ver com a velha palavra de ordem de companheiros nas ruas em manifestações contra a mídia. Nova é a convocação a armar-se nas ruas com argumentos. A violência física é um argumento, como aquele ataque ao prédio da Editora Abril, em São Paulo, no protesto contra a “Veja”.
[caption id="attachment_20149" align="alignleft" width="300"] Petista Humberto Costa desdenha Aécio: “Foi Dilma quem venceu a eleição”[/caption]
O clima de beligerância do PT ao longo da campanha favoreceu a reeleição da presidente Dilma, mas, como se esperava, provocou o nascimento de uma nova oposição mais combativa sob a liderança do senador Aécio Neves, que não seria mais aquele mineiro de trato ameno e discreto.
Aécio mudou e levou a oposição consigo. Na semana em que o PT festejou a reeleição e Dilma teceu acordos políticos, Aécio ressurgiu em Brasília com a força de um novo poder paralelo que emerge de uma derrota presidencial pela frágil diferença de 3,28% dos votos contra a máquina do governo. Não há ponto de retorno ao presidenciável derrotado e ao PSDB.
A força com que Aécio retornou à cena expôs nele uma qualidade que não existia antes da derrota: carisma. Tornou-se um líder de fato a dividir com Dilma e o PT o protagonismo político da semana. Transformou a derrota numa festa que agregou a oposição, a mídia e a opinião pública. Consolidou a falta de espaço para a volta tucana ao que era antes.
A festa da oposição contrastou e enciumou as comemorações do governo renovado para mais quatro anos de poder. Dilma desceu do pódio da vitória e, com toque de ciúme, censurou a festa tucana como se contestasse a reeleição. Ocorreu no discurso ao receber a visita do PSD para conversar sobre participação no novo governo, na quarta-feira.
Quis dizer que a campanha passou e agora é hora de “desmontar palanque” e ensinou que os eleitores julgam as propostas dos candidatos e cabe ao derrotado acatar a decisão:
— Há que se saber ganhar, como há que se saber perder.
Note-se ainda a reação, preocupada, de petistas na sessão do Senado onde Aécio discursou em tom exaltado de oposição. O senador Jorge Viana, do Acre, empregou a mesma imagem do palanque e também ensinou postura:
— Quem ganha tem de descer logo do palanque e governar. Quem perde reluta em descer, mas vai descer. Acabou a eleição.
Outro foi o líder do PT no Senado, pernambucano Humberto Costa, que desdenhou e corrigiu a festa num aparte a Aécio:
— Vossa excelência foi guerreiro, teve uma grande votação, mas a vencedora é a presidenta Dilma.