O Partido Novo em Goiás oficializou nesta sexta-feira, 17, a chapa de deputado estadual e deputado federal, além de apresentar o nome do candidato ao senado na disputa eleitoral de outubro de 2026. A estratégia para vencer o pleito será a radicalização do discurso contra o Supremo Tribunal Federal (STF) com a pré-candidatura de Humberto Teófilo ao Senado, e com apoio ao nome de Gustavo Gayer (PL) como segundo nome à Casa Legislativa e de Wilder Morais (PL) ao governo estadual.

O presidente do partido, Alano Queiroz, destacou, durante discurso, que o país precisa de “senadores de direita com coragem para enfrentar o STF” e mencionou a possibilidade de pedidos de impeachment de ministros da Corte. “Teófilo é um homem de fé, coragem, que não dá facilidade para bandidagem que protege nossas famílias e tem todos os princípios e valores do partido”, avalia.

“Para ficar completo, a gente precisa pensar quem vai administrar o Estado, de maneira clara e transparente não há dúvidas entre os dirigentes do Novo. A gente vai declarar nosso apoio total e irrestrito à pré-candidatura de Wilder e Ana Paula [Rezende] ao governo”, disse Alano Queiroz, presidente da legenda no Estado, ao citar os pré-candidatos pelo PL, que estiveram presentes no evento, mas não falaram com a imprensa.

Teófilo aposta em dobradinha com Gayer

O pré-candidato Humberto Teófilo indicou que há articulação para reduzir o número de candidaturas competitivas ao Senado dentro do campo conservador. Segundo ele, a tendência é que a disputa se concentre em dois nomes, em uma estratégia de convergência política.

Teófilo afirmou que já tratou do tema diretamente com o deputado federal Gustavo Gayer e defendeu que a definição final ocorra até o momento do registro das candidaturas. Ele mencionou que, embora reconheça o perfil de Oséias Varão, a prioridade será pelos nomes mais bem posicionados em pesquisas.

“Os dois melhores colocados devem consolidar essa dobradinha da direita”, afirmou, ao indicar que a estratégia busca evitar dispersão de votos e aumentar a competitividade do grupo.

A pré-campanha também é marcada por um discurso mais radicalizado, com críticas ao sistema político e ao Judiciário. Teófilo afirmou que pretende conduzir uma campanha “no meio do povo”, sem depender de grandes estruturas financeiras, e reforçou a ideia de enfrentamento institucional.

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