A Justiça concedeu medida protetiva em favor de uma jovem que denunciou um líder espiritual por tentativa de abuso em Trindade. A decisão determina que o investigado — descrito como ex-militar e dirigente de um centro de umbanda — mantenha distância da vítima e de seus familiares, além de proibir qualquer tipo de contato. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, com prazo de 30 dias para a conclusão do inquérito.

De acordo com informações repassadas pela família, a medida foi solicitada após o registro formal da ocorrência. A Justiça acatou o pedido e estabeleceu restrições imediatas ao investigado, como o afastamento da vítima e a proibição de aproximação ou comunicação por qualquer meio.

Na mesma decisão, a magistrada responsável fixou o prazo de 30 dias para que a autoridade policial apresente a conclusão do inquérito, com o detalhamento das apurações e eventual responsabilização do suspeito.

Denúncia

Segundo a denúncia, o investigado teria se aproveitado da relação de confiança com a família para se aproximar da jovem. Ele frequentava o mesmo ambiente religioso e mantinha proximidade com os familiares, incluindo o pai da vítima. O caso teria ocorrido no último mês de março.

Durante o episódio, o homem teria oferecido uma bebida à jovem, que não chegou a ser ingerida. Ainda assim, a vítima relatou ter experimentado um estado de confusão mental, descrito como um “transe”, momento em que o suspeito teria ultrapassado limites físicos, com toques sem consentimento.

O ato não foi consumado porque a jovem conseguiu reagir e interromper a situação.

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