Parlamentares do PT foram pegos de surpresa com a notícia da prisão do vereador Fabrício Rosa, que aconteceu durante uma manifestação do MST no município de Santa Helena de Goiás, na manhã desta sexta-feira, 17.

Vereadores e deputados estaduais do partido participavam de uma assembleia do Sintego no Cepal do Setor Sul, em Goiânia, quando a informação chegou por meio de assessores e passou a circular entre os presentes.

“Ninguém estava sabendo porque estava quase todo mundo aqui na assembleia. O fato nem foi anunciado nas falas, porque soubemos depois”, contou uma assessora parlamentar.

No evento, estavam os deputados estaduais Mauro Rubem e Bia de Lima, as vereadoras Kátia Maria e Ludmylla Morais e outras lideranças do partido.

Conforme sua assessoria, Fabrício Rosa foi detido pela PM ao tentar acompanhar uma manifestação pacífica do MST em Santa Helena de Goiás. Ainda segundo a equipe do vereador, a prisão aconteceu “com uso de violência e de forma arbitrária”, após ordem de um major que se identificou como comandante da 21ª Companhia da corporação.

De acordo com os policiais, o parlamentar teria cometido o crime de desacato. No momento do contato da reportagem, Fabrício prestava depoimento na Delegacia de Polícia de Santa Helena.

O Jornal Opção entrou em contato com a Polícia Militar sobre o caso e aguarda um retorno.

Após a repercussão, a a presidente do PT em Goiás, deputada federal Adriana Accorsi, por meio de nota, repudiou “veementemente” o ocorrido e afirmou que Fabrício foi tratado de “forma truculenta”. Segundo a nota, o vereador foi “impedido de chegar ao ato público e detido de forma arbitrária, sob alegação de que teria cometido crime de desacato”.

A nota finaliza dizendo que não se pode tolerar ‘o desrespeito e os desmandos” do Poder Público estadual “com os movimentos sociais e com a atuação parlamentar”.

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