A população de Goiás passou, em média, 12,66 horas sem energia elétrica em 2025, segundo o ranking de continuidade divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O índice representa uma melhora de 15% em relação ao ano anterior, quando a média era de 15,9 horas. Apesar do avanço, o desempenho da Equatorial Goiás segue entre os piores do país: a concessionária ocupa a 32ª posição entre 33 distribuidoras de grande porte avaliadas pela Aneel.

Não é a primeira vez que a empresa aparece nas últimas colocações. Em 2024, ficou em penúltimo lugar entre 31 companhias, e, em 2023, ocupou a última posição do ranking. Mesmo com a recuperação registrada em 2025, Goiás ainda está acima da média nacional. No ano passado, o Brasil registrou 9,30 horas sem energia, cerca de três horas a menos que o índice goiano.

O rancking mostra o Equatorial em penúltimo lugar no levantamento divulgado nesta semana pela Aneel | Foto: Reprodução/Aneel

O levantamento é baseado no Desempenho Global de Continuidade (DGC), calculado a partir da duração equivalente de interrupção por unidade consumidora (DEC).

O que diz a Equatorial

Em nota ao Jornal Opção, a Equatorial Goiás afirmou que os indicadores de qualidade do fornecimento atingiram os melhores resultados dos últimos anos.

Segundo a companhia, os dados mais recentes mostram uma “evolução consistente e inédita”, com os menores níveis já registrados na série histórica iniciada em 2001: 12,66 horas no DEC e 5,87 interrupções, em média, por consumidor.

A empresa também destacou que os resultados refletem o processo de modernização da rede elétrica iniciado em 2023. Desde então, foram investidos mais de R$ 6,8 bilhões no sistema, incluindo ampliação e modernização de subestações, construção de novas linhas de distribuição e reforço da rede de alta tensão.

“Na prática, esse volume representa um investimento médio superior a R$ 5 milhões por dia na infraestrutura elétrica goiana desde o início da concessão”, informou.

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