A Prefeitura de Goiânia homologou o resultado da licitação para execução das obras do trecho 1 do BRT Norte-Sul, no valor de R$ 92,4 milhões. A vencedora do contrato foi a empresa Alberto Couto Alves depois que a primeira colocada no certame foi desclassificada por descumprimento de exigências do edital. O trecho 1 do BRT Norte-Sul liga o trecho do Terminal Cruzeiro e do Terminal Isidória. A informação consta no Diário Oficial do Município desta quinta-feira, 16.

De acordo com o documento, a empresa vencedora apresentou proposta com desconto de 5% sobre o valor estimado, resultando no montante final de R$ 92.499.051,64 .

A empresa vencedora da licitação terá que construir, reformar e ampliar terminais de integração no trecho referente ao contrato; implantar novas estações de embarque e desembarque, incluindo estruturas do tipo trincheira; implantação da canaleta exclusiva para circulação dos ônibus do BRT, além da requalificação viária urbana ao longo do corredor e adequações de acessibilidade em todo o trecho.

A homologação consta no Termo publicado pela Secretaria Municipal de Administração e confirma a regularidade do processo licitatório referente à Concorrência nº 90002/2025 . O objeto do contrato prevê a execução das obras do Trecho I do Corredor Goiás – BRT Norte-Sul, integrante do Sistema Integrado de Transporte Coletivo da Região Metropolitana.

No site oficial, a empresa se apresenta como desenvolvedora de “intervenções de maior proximidade, oferecendo soluções ajustadas às necessidades de cada cliente e comunidade.” Entre as principais obras estão o Mercado do Bolhão, Linha Amarela do Metro e Monumental Hotel Construction, todas em Portugal. No Brasil, consta um trabalho sendo desenvolvido no Rio de Janeiro para construção de um parque de 234 mil metros quadrados situado em Inhoaíba.

BRT marcado por atrasos e suspeições

O BRT Norte-Sul é uma das obras mais emblemáticas da capital, seja pela sua importância para o transporte coletivo da Grande Goiânia, seja pela longa espera do goianiense. A obra foi concebida em 2010 como solução para conectar regiões residenciais, universitária, administrativa e econômica.

As obras começaram durante a gestão do então prefeito Iris Rezende, mas avançaram de forma lenta, com entraves técnicos, dificuldades de execução e questionamentos sobre contratos e planejamento.

Parte do corredor chegou a ser entregue de forma parcial anos depois, já com mudanças no projeto original. A conclusão e entrega institucional do sistema ocorreram posteriormente, com participação do governo federal durante a gestão do presidente Lula da Silva (PT).

Leia também:

Sete licitações de projetos prioritários em áreas como Educação e Saúde devem ser lançadas em maio

“Ficará marcado na história de Goiás e do Brasil”, diz Daniel Vilela após receber apoio em evento da Assembleia de Deus