A Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos fios soltos-Nathaly Rodigues do Nascimento convocou o presidente da Equatorial Lener Jayme que, segundo o presidente da comissão Coronel Urzêda (PL), conseguiu um Habeas Corpus para não ir à sessão. Antes disso, teria acontecido uma tentativa falha de transformar a convocação em convite e também de mudar o alvo da solicitação. “Ficou bem claro que ele não queria vir em momento nenhum. Depois ligar para mandar o vice-presidente, depois ligar para mandar o superintendente. Quem estava convocado era o presidente, o CEO da Equatorial”, afirmou Urzêda .

O vereador explicou que a convocação foi motivada por contradições nas oitivas, enquanto o CEO teria afirmado que a empresa prestou apoio financeiro, psicológico e jurídico para a família de Nathaly, que morreu por conta da fiação solta em 2025, a mãe da menina teria afirmado que “nem o caixão pagaram”. Além disso, Coronel Urzêda afirmou que todas as empresas ouvidas disseram que a responsabilidade dos fios soltos é da Equatorial.

Em resposta, a A Equatorial Goiás informa que já compareceu à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Goiânia, em oportunidade anterior, quando permaneceu por aproximadamente quatro horas prestando, de forma ampla, transparente e colaborativa, todos os esclarecimentos solicitados sobre os temas relacionados aos trabalhos da Comissão. Na ocasião, também foram respondidos os questionamentos formulados pelos parlamentares, dentro dos limites de sua atuação institucional, de suas atribuições e de seu conhecimento sobre os assuntos tratados.

Além disso, o presidente da comissão esclarece que o uso dos postes da Equatorial não é gratuito, as empresas de telefonia e internet pagam um aluguel para colocar a fiação. ” Esses cabos aí, para quem não sabe e vai ficar sabendo aqui, são pagos. Não coloca o cabo no posto só para colocar não, são milhões que a Equatorial recebe dessas empresas também”.

Coronel Urzêda diz que o objetivo da convocação não é vexatório. ” É isso que nós vamos fazer hoje. Simplesmente, não estamos aqui para ridicularizar ninguém, expor ninguém, dar voz de prisão, não era isso. Ele realmente realizou aqui um testemunho não condizente com a realidade, ou falso, e a gente quer saber o que é verdade”.

Diante disso, a recusa em participar da Comissão foi interpretada como uma negação ao esclarecimento “É a recusa de estar esclarecendo, foi isso. Tentaram de todas as formas, ligando, assediando membros, inclusive esse presidente aqui”. Sobre os próximos passos da comissão, Urzêda diz que os membros irão avaliar a convocação de outros integrantes da empresa e, caso, algum crime seja comprovado, será realizado o envio das informações ao Ministério Público.

Especificamente sobre a morte de Nathaly, o presidente da comissão afirmou “Na minha concepção, eu não vi relatório, até porque o relator não fez ainda, na minha concepção houve ali uma morte por negligência e imprudência”. Mesmo não reconhecendo dolo, o parlamentar conclui que há sim responsabilidade da companhia.

A reportagem procurou a Equatorial. Veja a nota ao final. O Jornal Opção também procurou o Ministério Público, por conta do acordo estrutural firmado com a empresa, para saber se a negociação previa alguma determinação aos fios soltos, mas ainda não teve retoro.

O que diz a Equatorial

A Equatorial Goiás informa que já compareceu à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Goiânia, em oportunidade anterior, quando permaneceu por aproximadamente quatro horas prestando, de forma ampla, transparente e colaborativa, todos os esclarecimentos solicitados sobre os temas relacionados aos trabalhos da Comissão. Na ocasião, também foram respondidos os questionamentos formulados pelos parlamentares, dentro dos limites de sua atuação institucional, de suas atribuições e de seu conhecimento sobre os assuntos tratados.

Adicionalmente, a concessionária encaminhou respostas formais aos questionamentos apresentados pela CEI, contribuindo com todas as informações para o esclarecimento dos fatos.

É importante reiterar que, desde o início da concessão, há três anos e meio, a distribuidora já realizou aproximadamente 404 mil fiscalizações em postes, que resultaram na identificação de cerca de 1,9 milhão de irregularidades. Ao todo, 692 empresas de telecomunicações em todo o estado já foram formalmente notificadas pela companhia, um resultado que evidencia o compromisso permanente da Equatorial com a segurança da população e o cumprimento de suas responsabilidades regulatórias.

A concessionária reforça que permanece integralmente à disposição da Comissão para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários, seja por meio de manifestações por escrito, seja pela participação de profissionais das áreas técnicas diretamente relacionadas aos temas eventualmente demandados, assegurando respostas com maior precisão técnica e detalhamento.

A empresa reafirma seu compromisso com a transparência, com a colaboração institucional e com a segurança da população, mantendo sua atuação em conformidade com a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e com as responsabilidades legalmente atribuídas às distribuidoras de energia elétrica.

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