Uma nova lei, já sancionada pelo governador Daniel Vilela e publicada no Diário Oficial criou um auxílio-alimentação de R$1 mil mensais para os servidores da ativa nas unidades da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). O benefício vale para o biênio 2026-2027 e foi elaborado para cobrir os custos com refeição durante o serviço. 

A gratificação adicional, chamada oficialmente de Indenização AC5, será paga a policiais (militares, civis e penais), bombeiros, servidores comissionados, administrativos, temporários e funcionários cedidos à Casa Militar. No entanto, por ser uma verba indenizatória, o valor de R$1 mil entrará limpo na conta, e não se incorpora ao salário base. Isso significa que ele fica de fora do cálculo do décimo terceiro, das férias e da aposentadoria, além de não ampliar a margem para empréstimo consignado. 

Vale destacar que a garantia por lei só vai até o final de 2027. De 2028 em diante, o pagamento do auxílio entra no modo de avaliação e caberá ao governo estadual dar o aval ano a ano, checando se o caixa do Estado está com fôlego e se as metas fiscais permitem a manutenção do benefício.

Por fim, a mesma lei aproveitou para mexer nos incentivos de quem trabalha nas regiões mais complexas do estado, como o Entorno do Distrito Federal e o Nordeste goiano. A chamada Indenização por Localidade segue com a base de R$828, mas ganhou um tempero de meritocracia: os 500 servidores com as melhores notas na avaliação de desempenho individual vão receber um bônus de até R$300 como prêmio pela produtividade.

O que diz o Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sindpol)

Em entrevista ao Jornal Opção, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sindpol), Renato Ricardo Rodrigues, disse que recebe de bom grado a criação do auxílio e reconhece os esforços do Governador Daniel Vilela. Segundo ele, o auxílio-alimentação beneficiará cerca de 3,6 mil policiais civis da ativa, categoria representada pelo sindicato. No entanto, ponderou que o benefício contempla apenas os servidores em atividade, deixando de fora aposentados e pensionistas. “Isso acaba gerando um desconforto entre os policiais aposentados e pensionistas”, disse.

Ele ressaltou ainda que a criação do auxílio não foi uma reivindicação da entidade. “Foi uma iniciativa do governo, que recebemos de bom grado, mas seguimos lutando pelas principais demandas da categoria”, conluiu.

O que dizem os bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás avalia de forma positiva a instituição do auxílio-alimentação destinado aos profissionais da Segurança Pública, por compreender que a medida representa um importante instrumento de valorização dos servidores e de fortalecimento das condições de trabalho.

No contexto da atividade bombeiro militar, marcada por jornadas operacionais, atendimentos ininterruptos e elevada exigência física e psicológica, o auxílio-alimentação contribui diretamente para garantir melhores condições de manutenção da saúde, do bem-estar e da capacidade laboral dos militares durante o serviço.

Além dos reflexos na atividade operacional, o benefício produz impacto significativo no orçamento familiar dos servidores, ao reduzir uma das despesas essenciais do núcleo familiar. Essa complementação da renda proporciona maior segurança financeira e contribui para que os militares possam direcionar recursos para outras necessidades, promovendo melhoria na qualidade de vida de suas famílias.

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás entende que iniciativas voltadas à valorização dos profissionais da Segurança Pública refletem o reconhecimento da relevância social da atividade desempenhada diariamente em benefício da população goiana. Medidas dessa natureza fortalecem a motivação, contribuem para a permanência de profissionais qualificados e reforçam o compromisso institucional com a prestação de um serviço público cada vez mais eficiente e de excelência.

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