A tática do senador e pré-candidato ao governo de Goiás, Wilder Morais (PL), de “jogar parado”, como dizem analistas políticos, e revelar pouco do que pretende para a campanha política parece deixar no escuro até mesmo os integrantes do próprio partido.

O parlamentar, que presidente o PL em Goiás, já foi alvo de críticas de prefeitos por não “abrir diálogo” com os correligionários, excluindo filiados e apoiadores de reuniões e agendas importantes. Não afeito a entrevistas à imprensa e com uma agenda de pré-campanha relativamente tímida, o pré-candidato parece adotar um ritmo diferente dos demais.

Presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, que se filiou recentemente ao PL, admitiu em entrevista ao Jornal Opção que não tem mantido contato com Wilder e que afirmou ter a impressão de que os outros pré-candidatos contam com uma agenda política muito mais intensa em relação a do bolsonarista.

“Eu não tenho mantido um diálogo permanente com o Wilder para saber exatamente quais são suas intenções. Então, minha análise é uma análise fria, de quem está de fora observando, assim como vocês. E a impressão que passa é realmente a de que os outros pré-candidatos estão muito mais ativos nessa pré-campanha que ocorre neste período”, disse.

Baiocchi destacou, no entanto, que “Wilder tem competência, caso contrário, não seria senador eleito”. Mesmo assim, o presidente da Fecomércio revelou não saber quais caminhos o senador pretende seguir na campanha.

“Na primeira vez, ele era suplente, mas nesta eleição se elegeu pelos próprios méritos. Agora, eu não sei qual é a estratégia dele. O Wilder também não é uma pessoa sem experiência. Imagino que saiba exatamente o que está fazendo e qual caminho pretende seguir. Talvez esteja guardando energia para o momento mais próximo da campanha, das convenções, porque ninguém consegue sustentar uma campanha em ritmo máximo durante todo o processo”, avaliou.

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