Marconi: “Quero criar alternativas para tirar o Brasil desse marasmo da Educação”

Governador falou sobre a implantação das Organizações Sociais na área, defendendo que na Saúde o resultado foi positivo

Foto: Wagnas Cabral

“Estamos gastando menos e temos muito mais produtividade. Por quê? Porque só fica quem trabalha, quem está disposto a cumprir sua carga horário, meta”, afirmou o governador sobre as OSs na Saúde | Foto: Lailson Damasio

O governador Marconi Perillo (PSDB) defendeu nesta terça-feira (13/10) a implantação das Organizações Sociais (OSs) na Educação, frisando a melhoria na área da Saúde do Estado desde que teve o sistema implementado. “Dos 13 hospitais que têm nível de excelência da ONU, cinco são de Goiás. É isso que me motiva”, disse.

O sistema na Educação tem sido amplamente discutido nos últimos tempos. Conforme tucano-chefe, intenção não é retroceder, mas sim valorizar secretários, subsecretários, diretores e professores. “Quero alternativas para tirar o Brasil desse marasmo de sermos uma das piores nações do mundo em termo de Educação”, garantiu em discurso em evento de posse dos novos membros da Direção Colegiada do Conselho Estadual de Educação para o Biênio 2015/2017.

Marconi Perillo explicou que muitas vezes quando se fala em OSs na área educacional, muitas pessoas questionam e afirmam que tirará lugares dos professores. Entretanto, o gestor estadual assegura que os profissionais não deixarão de ser valorizados, incluindo questões salariais.

De acordo com o governador, as OSs nos hospitais pagam duas vezes mais que os hospitais privados em Goiânia. “Quem me conta isso são os donos de hospitais. Eu não quero diminuir salários. Pelo contrário, quem regula salários é o mercado”, disse, pontuando que teve a experiência positiva com as OSs nos hospitais, que possuem um atendimento diferencial.

O governador ainda frisou a positividade das OSs no sentido de fiscalizar os funcionários. “No Hugo, quando implantamos as OSs, diminuiu de 1.100 funcionários para 900. Depois, aumentamos 100 leitos e subimos o número de funcionários para 1.100 novamente. Estamos gastando menos e temos muito mais produtividade. Por quê? Porque só fica quem trabalha, quem está disposto a cumprir sua carga horária”, afirmou, garantindo que a qualidade dos hospitais goianos são superiores à média do Brasil.

Uma resposta para “Marconi: “Quero criar alternativas para tirar o Brasil desse marasmo da Educação””

  1. Avatar Caio Maior disse:

    A única esperança para a educação em Goiás está numa iniciativa do governo estadual – e que os municípios aprendam com a experiência. O “slogan” eleitoreiro de Dilma Santana – “Brasil Pátria Educadora” – não saiu do discurso de posse; aliás, já foi “esquecido”. Ao invés de investir na Educação o governo federal assistiu inerte o caudaloso “Petrolão” sangrar o Erário até as profundezas do pre-sal. No âmbito estadual além dos colégios militares – que funcionam – só resta apelar a parcerias com o terceiro setor. É torcer para dar certo – apesar da burocracia que certamente dificultará a rápida execução da proposta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.