A balança comercial de Goiás registrou no mês de maio um superávit de US$ 802,6 milhões, resultado de exportações que somaram US$ 1,3 bilhão e importações de US$ 502,2 milhões. Os dados foram divulgados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg e mantêm o Estado na 8ª posição entre os maiores exportadores do País, com participação de 4,5% nas vendas externas brasileiras no período.

A série histórica mostra que as exportações goianas mais que dobraram em uma década, passando de US$ 589,9 milhões em maio de 2017 para US$ 1,3 bilhão em maio de 2026, uma expansão superior a 120%. O crescimento é sustentado pela agroindústria, com destaque para a soja, que liderou a pauta exportadora com US$ 591,015 milhões. Em seguida aparecem as carnes bovinas congeladas desossadas, com US$ 172,886 milhões, e o sulfeto de cobre, com US$ 116,6 milhões.

Ao Jornal Opção, o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga, disse, nesta quinta-feira,11, que o desempenho reflete o fortalecimento da economia estadual. “Maio foi um mês bom, a soja, a carne e os minerais de cobre puxaram o crescimento. Esse superávit demonstra o crescimento do Estado e das exportações”, afirmou.

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O secretário lembrou que a abertura de novos mercados é estratégica para o Estado | Foto: SIC

Ele explicou que a Ásia continua sendo o principal destino das vendas goianas. “Mais de 60% das exportações goianas são para a Ásia. A China ainda é um dos maiores compradores de soja e carne”, disse.

O secretário apontou que as especulações sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos não afetaram de forma significativa o comércio goiano. “O tarifaço do Trump ano passado abriu novos mercados, mas como o nosso maior comprador de commodities é a Ásia, os Estados Unidos não afetaram ainda numa proporção grande. Pode afetar se continuar, porque atinge o açúcar e outros minerais, mas soja e carne não tiveram impacto”, observou.

No lado das importações, os produtos imunológicos lideraram com US$ 122,419 milhões, seguidos por medicamentos com US$ 24,882 milhões e cloretos de potássio com US$ 18,14 milhões. A China também se manteve como principal parceira comercial de Goiás, tanto nas exportações quanto nas importações, gerando ao Estado um superávit de US$ 530,325 milhões nas relações bilaterais.

Joel de Sant’Anna Braga destacou ainda as políticas estaduais voltadas para agregar valor às exportações. “A soja exportada in natura é importante, mas o governo aumentou o crédito otorgado para o esmagamento de soja. Isso permite transformar em óleo de soja e dar um valor agregado maior”, explicou.

Ele também ressaltou os investimentos em infraestrutura. “Goiás está se preparando, tem toda a infraestrutura necessária. Há projetos para transporte e armazenamento, além de investimentos das multinacionais. É um trabalho em conjunto para que as exportações cresçam”, afirmou.

O secretário lembrou que a abertura de novos mercados é estratégica para o Estado. “Agora com a União Europeia e o Mercosul, esse tratado assinado abre novas portas para nós”, disse.

Para ele, o desempenho da balança comercial confirma a força da agroindústria e a capacidade de Goiás em ampliar sua presença internacional. “Esse crescimento demonstra que o Estado está preparado para sustentar o aumento das exportações”, concluiu.

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