Logo depois da audiência na Câmara Municipal de Goiânia onde prestou contas do primeiro quadrimestre de 2026, nessa segunda-feira, 6, o prefeito Sandro Mabel (UB) voltou a falar sobre a situação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores, o Imas, e afirmou que “não existe plano B, só o plano” para o órgão, se referindo ao processo de reestruturação e contratação de empresa de consultoria.

Segundo ele, caso o plano não tenha sucesso, a única saída possível é o fechamento definitivo do Imas.

“Se eu não tiver a condição de colocar a pessoa no Imas, de contratar uma assessoria profissional para o Imas, não adianta mandar o projeto de lei [para a Câmara Municipal]. Eu vou aumentar o custo para o usuário, mas não vou entregar o que eu preciso entregar para ele. Então, primeiro eu preciso ter quem vai fazer essa entrega e, só depois, aumentar o valor”, disse.

Conforme adiantado pelo Jornal Opção na última semana, Mabel decidiu aguardar um posicionamento definitivo do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) sobre continuidade do processo licitatório para contratação da empresa que prestará serviços ao instituto para, então, enviar à Câmara Municipal de Goiânia o projeto de lei que promove a reestruturação do órgão.

A proposta que visa a reorganização do Imas está parada na Casa Civil, pronta para ser enviado para análise do Legislativo. O texto vai propor, por exemplo, a contribuição por faixa etária, que teria uma variação de R$ 50 a R$ 660 e aumentaria a receita do instituto em R$ 10 milhões. Outra proposta que deve constar no projeto é a padronização de prazos de carência para alguns atendimentos.

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O processo licitatório em questão, considerado pelo Paço Municipal como essencial para reorganizar o Imas, visa a contratação de empresa no valor de mais de R$ 12 milhões.

Contudo, em março deste ano, a licitação acabou sendo alvo do TCM, que suspendeu a homologação “devido a graves indícios de irregularidades. Na ocasião, o Tribunal expediu medida cautelar ordenando que a Prefeitura de Goiânia convocasse os aprovados no último concurso da saúde para suprir o déficit de profissionais e substituir contratações temporárias irregulares.

R$ 226 milhões em dívidas

Na última quarta-feira, 1º, Mabel foi ao TCM, onde fez uma sustentação oral em defesa da regularidade do processo licitatório e de sua continuidade.

Durante a sessão, o prefeito afirmou que o instituto enfrenta problemas históricos de desequilíbrio financeiro, falhas de auditoria, defasagem tecnológica e ausência de integração entre sistemas, e que a contratação questionada pelo TCM faz parte de um projeto de modernização da gestão, com reforço dos mecanismos de controle, melhoria dos processos e ampliação da qualidade do atendimento aos beneficiários.

Os dados apresentados pela Prefeitura ao Tribunal mostram que a atual gestão identificou um passivo de R$ 226,3 milhões no Imas. O levantamento também aponta que, em 2024, o instituto registrou déficit de R$ 61 milhões. Entre janeiro e maio de 2026, a administração informou ter reduzido o resultado negativo para R$ 6,2 milhões, com arrecadação de R$ 80,2 milhões.