Mabel volta a defender extinção do Imas caso processo de reestruturação não receba aval
07 julho 2026 às 11h22

COMPARTILHAR
Logo depois da audiência na Câmara Municipal de Goiânia onde prestou contas do primeiro quadrimestre de 2026, nessa segunda-feira, 6, o prefeito Sandro Mabel (UB) voltou a falar sobre a situação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores, o Imas, e afirmou que “não existe plano B, só o plano” para o órgão, se referindo ao processo de reestruturação e contratação de empresa de consultoria.
Segundo ele, caso o plano não tenha sucesso, a única saída possível é o fechamento definitivo do Imas.
“Se eu não tiver a condição de colocar a pessoa no Imas, de contratar uma assessoria profissional para o Imas, não adianta mandar o projeto de lei [para a Câmara Municipal]. Eu vou aumentar o custo para o usuário, mas não vou entregar o que eu preciso entregar para ele. Então, primeiro eu preciso ter quem vai fazer essa entrega e, só depois, aumentar o valor”, disse.
Conforme adiantado pelo Jornal Opção na última semana, Mabel decidiu aguardar um posicionamento definitivo do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) sobre continuidade do processo licitatório para contratação da empresa que prestará serviços ao instituto para, então, enviar à Câmara Municipal de Goiânia o projeto de lei que promove a reestruturação do órgão.
A proposta que visa a reorganização do Imas está parada na Casa Civil, pronta para ser enviado para análise do Legislativo. O texto vai propor, por exemplo, a contribuição por faixa etária, que teria uma variação de R$ 50 a R$ 660 e aumentaria a receita do instituto em R$ 10 milhões. Outra proposta que deve constar no projeto é a padronização de prazos de carência para alguns atendimentos.
Leia também: Mabel e vereadores veem projeto de reestruturação do Imas como “última chance” para instituto
O processo licitatório em questão, considerado pelo Paço Municipal como essencial para reorganizar o Imas, visa a contratação de empresa no valor de mais de R$ 12 milhões.
Contudo, em março deste ano, a licitação acabou sendo alvo do TCM, que suspendeu a homologação “devido a graves indícios de irregularidades. Na ocasião, o Tribunal expediu medida cautelar ordenando que a Prefeitura de Goiânia convocasse os aprovados no último concurso da saúde para suprir o déficit de profissionais e substituir contratações temporárias irregulares.
R$ 226 milhões em dívidas
Na última quarta-feira, 1º, Mabel foi ao TCM, onde fez uma sustentação oral em defesa da regularidade do processo licitatório e de sua continuidade.
Durante a sessão, o prefeito afirmou que o instituto enfrenta problemas históricos de desequilíbrio financeiro, falhas de auditoria, defasagem tecnológica e ausência de integração entre sistemas, e que a contratação questionada pelo TCM faz parte de um projeto de modernização da gestão, com reforço dos mecanismos de controle, melhoria dos processos e ampliação da qualidade do atendimento aos beneficiários.
Os dados apresentados pela Prefeitura ao Tribunal mostram que a atual gestão identificou um passivo de R$ 226,3 milhões no Imas. O levantamento também aponta que, em 2024, o instituto registrou déficit de R$ 61 milhões. Entre janeiro e maio de 2026, a administração informou ter reduzido o resultado negativo para R$ 6,2 milhões, com arrecadação de R$ 80,2 milhões.



