A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão do ex-prefeito Lourenço Pereira Filho, de 55 anos, e de seu comparsa Cláudio Eduardo Noronha, de 52 anos. Eles foram presos após uma investigação da polícia apontar que o próprio ex-prefeito teria fingido um sequestro com o objetivo de extorquir dinheiro de seus parentes, incluindo pessoas idosas.

A audiência de custódia aconteceu nesta terça-feira, 19, e, durante o processo, ficou claro para a Justiça que os dois arquitetaram toda a farsa. Por isso, além de manter a prisão, o tribunal também considerou o crime especialmente grave, pois a extorsão foi praticada contra familiares vulneráveis.

De acordo com as investigações, Lourenço e Cláudio planejaram cada detalhe da armação. Inclusive, o comparsa também já havia tentado uma carreira política: Claudio Eduardo Noronha foi candidato a vereador em Goiânia nas eleições de 2008, quando recebeu pouco mais de 800 votos e não foi eleito. 

Toda a farsa começou no último dia 14 de maio. Na ocasião, a família de Lourenço comunicou o desaparecimento dele à polícia. No mesmo dia, os parentes começaram a receber ligações de um suposto sequestrador. Durante os contatos telefônicos, o criminoso exigiu R$ 4 mil em dinheiro, apenas para indicar o local onde o ex-prefeito estaria e, assim, “libertá-lo”.

Diante da denúncia, as equipes policiais marcaram então um ponto de encontro para a entrega do dinheiro ao suposto sequestrador. No local, os agentes prenderam Cláudio em flagrante. Ele, por sua vez, acabou indicando o apartamento no setor União onde Lourenço estava escondido.

Quando chegaram, os policiais constataram que o ex-prefeito não sofria qualquer ameaça nem estava impedido de sair. Com isso, a polícia caracterizou a situação como uma armação dos dois para extorquir os próprios parentes de Lourenço.

Além disso, os suspeitos não apresentaram comprovante de residência fixa nem vínculo formal de trabalho. Esses fatores, somados ao risco de reiteração criminosa, contribuíram para a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. Lourenço Pereira Filho e Cláudio Eduardo Noronha foram encaminhados ao complexo prisional em Aparecida de Goiânia, onde permanecem à disposição da Justiça.

Leia também:

Goiás pode incluir no SUS vacina contra herpes-zóster que custa até R$ 900 na rede privada

Inteligência artificial e criação musical: dilemas contemporâneos