Häagen-Dazs deixará o Brasil após quase 30 anos; entenda o que motivou a saída
24 agosto 2026 às 18h10

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A Häagen-Dazs deixará de ser distribuída no Brasil após quase três décadas de presença no mercado nacional. A informação foi confirmada pela General Mills Brasil, dona da marca, que atribuiu a decisão a uma reformulação de seu portfólio anunciada em março deste ano.
Em nota, a empresa informou que a marca não será mais distribuída no país como parte da nova estratégia global do grupo. A Häagen-Dazs chegou ao Brasil em 1997 e se consolidou no segmento de sorvetes premium, com produtos como potes, copinhos e picolés.
A saída ocorre em meio a uma ampla reorganização dos negócios da General Mills. Em março, a companhia anunciou um acordo para vender sua operação brasileira ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. A transação inclui marcas conhecidas no país, como Yoki e Kitano, mas ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026.
Apesar da venda da operação brasileira, a General Mills informou que sua nova estratégia será concentrada em categorias consideradas prioritárias pela companhia. Entre elas estão sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para animais de estimação.
Marca estava no Brasil desde 1997
A Häagen-Dazs desembarcou no mercado brasileiro em 1997 e passou a ocupar uma posição voltada principalmente ao público interessado em produtos de maior valor agregado. Ao longo dos anos, a marca comercializou diferentes formatos de sorvetes e se tornou conhecida pelos preços superiores aos praticados por marcas tradicionais.
A decisão de interromper a distribuição no Brasil, portanto, não significa o encerramento global da Häagen-Dazs. A marca continua fazendo parte do portfólio internacional da General Mills, que pretende concentrar seus investimentos em segmentos considerados estratégicos.
A reformulação também envolve a transferência de parte dos negócios mantidos pela General Mills no Brasil. O acordo de R$ 800 milhões com a 3corações contempla marcas como a Yoki, conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha, além da Kitano, especializada em temperos.
A operação, contudo, ainda não foi concluída. A previsão da companhia é que o processo seja finalizado até o fim de 2026, após as análises necessárias pelos órgãos reguladores.
Segundo a General Mills, a reorganização tem como objetivo melhorar as margens de lucro e direcionar recursos para atividades consideradas mais importantes para o futuro da empresa.
Quais marcas pertencem à General Mills?
Fundada em 1856 nos Estados Unidos, a General Mills é uma das grandes companhias globais do setor de alimentos. Seu portfólio reúne produtos de diferentes categorias, incluindo cereais, snacks, sorvetes e alimentos para animais.
Entre as marcas pertencentes ao grupo estão Cheerios, Nature Valley, Betty Crocker e Häagen-Dazs. Em 2025, a companhia registrou aproximadamente US$ 19 bilhões em receita e cerca de US$ 1 bilhão em ganhos provenientes de participações em outros negócios.
No Brasil, a General Mills mantém cerca de 3,5 mil funcionários, além de duas fábricas, instaladas em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT). A empresa também possui seis centros de distribuição espalhados pelo país. De acordo com comunicado divulgado em março, as operações brasileiras responderam por aproximadamente US$ 350 milhões, cerca de R$ 1,8 bilhão, das vendas líquidas da companhia no ano fiscal de 2025.
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