Câmera registra mestre de obras antes de desaparecimento; família busca pistas em Goiânia
24 agosto 2026 às 17h53

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Rudney Almeida da Cunha, de 47 anos, está desaparecido desde a última sexta-feira, 21. Morador de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, ele saiu de casa pela manhã para realizar um serviço como mestre de obras e não retornou. A família registrou o desaparecimento na Polícia Civil no sábado, 22.
Segundo o Registro de Atendimento Integrado (RAI), Rudney saiu de casa por volta das 9h conduzindo uma motocicleta Yamaha/YBR 150, de cor vermelha, com placa RCA3D36. Ele levou consigo uma bolsa preta com ferramentas de trabalho.
O documento registra que, por volta das 12h17, ele entrou em contato com a esposa, Maria do Socorro Monteiro Santos Cunha, e informou que estava terminando o serviço e retornando para casa. Desde então, a família não conseguiu mais contato com ele. Em entrevista ao Jornal Opção, Maria afirmou que o marido havia saído para fazer uma visita relacionada a um trabalho.
Segundo ela, Rudney presta serviços como mestre de obras e realiza trabalhos gerais em residências e em diferentes cidades. “Ele estava indo fazer uma visita num trabalho”, relatou. Maria contou que Rudney não informou exatamente onde estava o serviço na última mensagem.
Segundo ela, ele havia mencionado o destino anteriormente, mas, como atende diversos clientes, ela não conseguiu lembrar o endereço. “Ele falou que estava terminando e estava indo embora”, disse. Uma das principais pistas obtidas pela família está em imagens de monitoramento analisadas pela polícia.
Uma câmera registrou Rudney por volta das 11h54, na Avenida Castelo Branco, em Goiânia, conduzindo a motocicleta vermelha. A imagem mostra o motociclista seguindo pela via. Segundo Maria, o trajeto não necessariamente era habitual, pois Rudney mudava de caminho conforme o local onde precisava prestar serviço.
“Depende do cliente de onde ele ia. Ele andava por vários lugares”, explicou. De acordo com o RAI, o contato com a esposa ocorreu cerca de 23 minutos depois da passagem registrada na Castelo Branco. Na ocasião, Rudney disse que estava voltando para casa.
O documento registra que, após esse contato, ele deixou de responder aos dois números de telefone utilizados por ele e que as mensagens enviadas pelo WhatsApp não estavam sendo entregues. Até o momento, não foram identificadas outras imagens de radar que indiquem o deslocamento de Rudney após aquele período, segundo a família.

Família não percebeu mudança de comportamento
Maria afirmou ao Jornal Opção que não havia percebido mudanças no comportamento do marido antes do desaparecimento. Ela também disse desconhecer qualquer problema pessoal ou profissional que pudesse explicar o sumiço. “Eu não sabia de problema nenhum”, afirmou.
A esposa também disse não ter ideia de quem poderia ter encontrado Rudney depois do último contato. Segundo ela, ele não tinha histórico de desaparecer ou ficar longos períodos sem dar notícias. O RAI registra que, conforme o relato da comunicante, Rudney nunca havia desaparecido anteriormente nem permanecido tanto tempo sem contato com a família.
O documento também informa que, segundo a esposa, ele não fazia uso de drogas, não tinha problemas mentais e não utilizava medicamentos. Desde o desaparecimento, Maria afirma ter procurado diferentes locais em busca de informações sobre o marido.
Entre eles está o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde, segundo o registro policial, a família foi informada de que não havia registro de entrada de Rudney. A esposa também relatou ter buscado informações em outros serviços e no Instituto Médico-Legal (IML), mas não encontrou registros que indicassem o paradeiro dele.
O RAI foi registrado na Subdelegacia de Polícia de Senador Canedo na manhã de sábado. A ocorrência foi classificada como desaparecimento de pessoa. O documento aponta que, até aquele momento, não havia informação sobre o paradeiro de Rudney ou sobre seu encontro.
Rudney é mestre de obras e nasceu em 7 de maio de 1979. No momento em que saiu de casa, segundo o relato registrado pela Polícia Civil, vestia camiseta polo cinza, blusa preta de mangas longas, calça jeans escura, botas de trabalho e luvas pretas. Ele carregava uma bolsa preta com ferramentas.
A família pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro de Rudney entre em contato com as autoridades ou com os familiares. Quem tiver informações que possam ajudar a localizar Rudney deve procurar a Polícia Civil.
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