Motorista que causou morte de motociclista na GO-222, em Anápolis, deve responder por homicídio culposo, diz delegado
24 agosto 2026 às 17h05

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O delegado Raphael Barbosa explicou ao Jornal Opção que o motorista Higor de Carvalho Santos, de 29 anos, deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pela morte do motociclista Dailton de Oliveira Ribeiro, de 45 anos. O acidente ocorreu na sexta-feira, 21, na GO-222, no trecho entre Anápolis e Nerópolis. Dailton foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de Urgências de Anápolis (Huana).
A prisão em flagrante foi mantida durante a audiência de custódia. Segundo o delegado, como inicialmente a vítima ainda estava hospitalizada enquanto o flagrante era formalizado, a definição da responsabilização pelo resultado morte ocorreu posteriormente, após a confirmação do óbito.
Homicídio culposo
Raphael Barbosa explicou que, em acidentes de trânsito, a classificação como homicídio culposo ocorre quando não há intenção de provocar a morte. Segundo o delegado, o homicídio doloso, em situações envolvendo trânsito, exige circunstâncias que demonstrem que o motorista assumiu o risco de matar.
“A tendência é dele ser indiciado por homicídio culposo e omissão de socorro.”
Como informa o delegado, a tendência é que o motorista seja indiciado por homicídio culposo e omissão de socorro. O condutor também foi autuado pelos artigos 304, 305 e 309 do CTB, referentes, respectivamente, à omissão de socorro, à fuga do local do acidente e à condução de veículo sem CNH.
Exame não apontou embriaguez
Após ser localizado pela polícia, Higor foi submetido aos procedimentos previstos para verificar eventual consumo de álcool. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro e assinou o Termo de Recusa. Na sequência, foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passou por exame clínico para verificar eventual alteração relacionada ao consumo de álcool.
O exame realizado no IML não apontou embriaguez e, por isso, o motorista não foi autuado pelo artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da condução de veículo com capacidade psicomotora alterada em razão de álcool ou outra substância.
Apesar do resultado, o Jornal Opção apurou que o motorista apresentava sintomas compatíveis com uma pessoa que estaria sob efeito de álcool no momento da ocorrência. A informação, contudo, não foi confirmada pelo exame clínico realizado no IML.
Questionado sobre a suspeita de que Higor estaria embriagado, o delegado Raphael Barbosa confirmou que o motorista havia recusado o teste do bafômetro, mas ressaltou que o exame clínico apresentou resultado negativo. “Ele foi submetido a exame clínico e deu negativo.”
Motorista teria deixado o local
De acordo com o relato policial, após a colisão o motorista da S10 teria deixado o local do acidente. Ele foi posteriormente localizado e abordado pela polícia na entrada de Anápolis.
Enquanto isso, Dailton recebeu atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros. Segundo as informações repassadas aos policiais, o motociclista apresentava fratura exposta e hemorragia. Ele foi transportado pela UR-302 até o Huana, onde recebeu atendimento médico, mas morreu posteriormente.
A fuga do local foi um dos motivos para a autuação com base no artigo 305 do CTB. O artigo 304 também foi aplicado por causa da suposta omissão de socorro.
Outros envolvidos
O acidente também envolveu um veículo onde estava o ex-prefeito de Formosa e candidato ao Senado Ernesto Roller. Segundo reportagem publicada pelo Jornal Opção, a caminhonete atingiu primeiro a motocicleta e, em seguida, bateu no carro em que Roller estava. Os ocupantes do segundo veículo não ficaram feridos.
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