A 14ª edição da Goiás Genética, começa nesta segunda-feira, 1º, e após 13 anos no tradicional Parque Agropecuário da cidade, mudou de endereço para a Agrocapital 2026. A meta da organização é movimentar R$8 milhões em cinco dias de evento, mas o que realmente irá  captar a atenção de quem visita o pavilhão são as cifras individuais que atende pelo nome de Hexxtra 2. 

Com apenas 11 meses de vida, essa bezerra da raça Tabapuã, trazida pela Fazenda Daga, já carrega nas costas uma avaliação de mercado que bate a casa do R$1 milhão. O status de celebridade do curral não é por acaso: o animal desbancou concorrentes muito mais velhas na ExpoZebu deste ano, levando o título de Reservada Grande Campeã.

Dividindo os holofotes com a bezerra milionária, o evento também terá a presença do touro Guzerá Havaí GL Paineiras, um gigante de 28 meses que ultrapassa os 1.080 quilos, mais de uma tonelada de puro músculo e genética premiada no ranking nacional.

A organização do evento, conduzida pela Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), tenta, nesta edição, fazer uma ponte entre o campo e a cidade. A ideia é mostrar que o investimento pesado em biotecnologia não serve apenas para colecionar troféus em fazendas de elite, mas impacta diretamente a rotina do consumidor urbano.

O reflexo mais visível está no tempo de prateleira. Décadas atrás, o churrasco do fim de semana dependia de um boi que levava até cinco anos pastando para atingir o peso ideal de abate. Hoje, com o melhoramento genético e a nutrição de precisão que nascem em feiras como essa, esse ciclo caiu pela metade. O resultado é uma carne mais macia produzida em menos tempo e com menor impacto ambiental.

Sobre o evento

Para além dos animais de destaque, a mudança de dinâmica da feira chama a atenção do setor produtivo. Este ano, a Goiás Genética espera atrair mais de 30 mil visitantes até a sexta-feira, 5. Reunindo cerca de 200 animais de elite vindos de diversas regiões do país, a programação está concentrada em rodadas de negócios, leilões e palestras técnicas voltadas à tecnologia no campo.

O evento também foca na segurança do trabalhador rural. A Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ) incluiu na agenda um curso de primeiros socorros aberto ao público e a tratadores, com foco em emergências práticas do dia a dia da fazenda, como o manejo de fraturas e o atendimento rápido a picadas de cobras.

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