Goiano aposta na culinária do campo para conquistar espaço no MasterChef Brasil
08 junho 2026 às 16h50

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O goianiense Matheus “Pinduca” Monteiro, de 27 anos, chega à 13ª temporada do MasterChef Brasil com uma proposta pouco comum entre os competidores: valorizar a culinária rural, os ingredientes produzidos no campo e a relação direta entre quem prepara a comida e a origem dos alimentos. Formado em Zootecnia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), o participante, conhecido como “Pinduca”, vê o programa como uma oportunidade para apresentar ao público uma filosofia gastronômica construída ao longo da vida e impulsionar o sonho de abrir um restaurante com identidade própria.
Desde a adolescência, Matheus desenvolveu interesse pela cozinha observando a família preparar alimentos produzidos na própria propriedade. “Meu pai é um exímio cozinheiro. Eu sempre gostei dessa coisa de fazer alimento que a gente está conectado com a origem dele. Colher uma fruta do pé, criar um animal, produzir um queijo. Sempre achei isso um conceito de comida de verdade”, afirmou ao Jornal Opção.
Segundo ele, cozinhar envolve compreender todo o caminho percorrido pelo alimento até chegar à mesa. “Eu sempre gostei muito mais dessa coisa de fazer a comida que eu sou conectado com a origem dela. Não simplesmente comprar no supermercado, mas participar de todo o processo.”
A graduação em Zootecnia aprofundou o interesse de Matheus pela cadeia produtiva dos alimentos e pelo bem-estar animal. “A faculdade veio para reforçar ainda mais a importância de estar conectado com a origem do alimento. Muitas pessoas compram carne ou leite e nem pensam de onde aquilo veio. Existe todo um processo até aquele alimento chegar à mesa”, afirma.
Ele destaca que a experiência acadêmica também ampliou sua compreensão sobre a criação responsável dos animais. “A zootecnia reforçou muito a noção de respeito aos animais. Para consumir qualquer produto de origem animal, é preciso tratar bem desses animais. Além da questão ética, um animal maltratado produz mal.”

Matheus acredita que a culinária inspirada no universo rural pode se tornar um diferencial durante o reality. “Eu trago uma culinária para o programa que ninguém mais trouxe nesta temporada. Tenho autenticidade dentro da cozinha. As comidas que eu gosto de fazer, daquela galera, só eu gosto de fazer”, afirma.
Para ele, a originalidade da proposta pode ajudar a destacar seu trabalho ao longo da competição. “Com certeza isso pode contribuir de forma muito positiva porque eu tenho autenticidade e originalidade dentro da cozinha.”
A proposta culinária defendida pelo participante foi reunida em um projeto pessoal chamado “Do Mato ao Prato”, que busca valorizar a história por trás dos ingredientes. “O próprio nome já diz: é tirar o alimento do mato e levar para o prato. Eu gosto de contar a história daquele ingrediente. Não é simplesmente uma carne servida na mesa. Existe toda uma trajetória até ela chegar ali”, explica.

Segundo Matheus, a participação no MasterChef surgiu justamente da vontade de compartilhar essa visão com um público mais amplo. “Eu senti que era a hora de mostrar isso para o Brasil. Levar essa filosofia da comida que tem origem, da comida que tem história.”
Além da disputa culinária, o goiano pretende usar a visibilidade conquistada no programa para viabilizar um projeto antigo: abrir um restaurante voltado para a culinária rústica e para os sabores tradicionais do interior. “Quero ajudar a quebrar alguns tabus e mostrar que existem outros ingredientes excelentes na culinária brasileira”, afirma.
Para ele, a gastronomia ganha significado quando está ligada às histórias e às pessoas que produzem os alimentos. “A comida fica mais especial quando você conhece a história dela. É isso que eu quero mostrar dentro e fora do MasterChef.”
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