Lesões que afastam estrelas da Copa também podem atingir qualquer pessoa; veja os sinais de alerta
08 junho 2026 às 16h12

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Com o início da Copa do Mundo nesta quinta-feira, 11, as lesões nos joelhos voltam a ganhar destaque à medida que atletas enfrentam afastamentos dos gramados por problemas como rupturas ligamentares e lesões nos meniscos. Embora os casos envolvendo jogadores profissionais costumem receber maior atenção, especialistas alertam que esse tipo de lesão também faz parte da rotina de milhares de brasileiros e pode ocorrer em atividades físicas recreativas, no trabalho ou até mesmo durante tarefas do dia a dia.
Considerada uma das articulações mais exigidas do corpo humano, o joelho está entre as regiões mais suscetíveis a lesões ortopédicas. Dor persistente, inchaço, sensação de instabilidade e dificuldade para caminhar ou realizar movimentos simples são alguns dos sinais que merecem atenção.
Referência em reabilitação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) destaca que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações e preservar a mobilidade dos pacientes.
Segundo o ortopedista Henrique do Carmo, um dos principais problemas é que muitas pessoas demoram a procurar ajuda especializada, acreditando que a dor irá desaparecer sozinha.
“Durante a Copa, vemos muitos atletas sendo afastados das partidas por lesões no joelho, principalmente rupturas ligamentares e lesões de menisco. Mas esse não é um problema exclusivo dos esportistas”, explica.
O especialista ressalta que quedas, movimentos bruscos, esforço repetitivo e até o desgaste natural da articulação podem provocar lesões semelhantes às observadas nos campos de futebol.
“Essas lesões também podem ocorrer durante atividades físicas recreativas, no ambiente de trabalho ou até mesmo em situações rotineiras. O mais importante é não ignorar os sinais. Dor persistente, inchaço, sensação de instabilidade ou dificuldade para se movimentar merecem avaliação médica para evitar o agravamento do quadro”, afirma.
Entre os problemas mais frequentes estão as lesões de menisco, as rupturas dos ligamentos, especialmente do ligamento cruzado anterior (LCA), além do desgaste da cartilagem, condição que pode comprometer a qualidade de vida quando não tratada adequadamente.
No Crer, os pacientes recebem acompanhamento desde a fase de diagnóstico até o processo completo de reabilitação. O tratamento pode envolver desde medidas conservadoras, como fisioterapia e fortalecimento muscular, até intervenções cirúrgicas, dependendo da gravidade de cada caso.
Para Henrique do Carmo, a recuperação não termina quando a dor desaparece ou quando a cirurgia é concluída.
“A reabilitação é fundamental para recuperar a função da articulação, restaurar a força muscular, melhorar a estabilidade do joelho e permitir que o paciente retorne às suas atividades com mais segurança e qualidade de vida”, destaca.
Além de acelerar a recuperação, o processo de reabilitação também reduz as chances de novas lesões e ajuda a evitar limitações permanentes.
A recomendação dos especialistas é clara: qualquer sintoma persistente deve ser investigado o quanto antes. Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação completa e menores os riscos de comprometimento da mobilidade.
Se para um atleta uma lesão no joelho pode significar a perda de uma competição importante, para a população em geral ela pode representar dificuldades para trabalhar, praticar atividades físicas ou até realizar tarefas simples do cotidiano. Por isso, enquanto os olhos do mundo se voltam para os gramados, os especialistas reforçam um alerta que vale para todos: cuidar da saúde dos joelhos é fundamental dentro e fora do esporte.
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