Suplente de deputado estadual, Givago Valadares (União Brasil) afirmou que não pretende disputar a eleição deste ano e que vai concentrar o período de quatro meses na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) na articulação de uma carteira regionalizada de projetos para o Norte goiano. Filho da prefeita de Porangatu, Vanuza Valadares (UB), o parlamentar assumiu a vaga durante licença do deputado Julio Pina e criou a Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento do Norte Goiano.

Em entrevista ao Jornal Opção, Givago disse que, apesar da votação de 18.249 votos obtida em 2022, a decisão do grupo político foi não lançar seu nome neste pleito. Segundo ele, o foco será apoiar Julio Pina para deputado estadual e José Nelto para deputado federal.

“Dos 41 deputados hoje, eu sou o único que não estou pedindo voto. A gente teve essa definição. Até meu pai estava como pré-candidato a deputado estadual, mas resolvemos não participar deste pleito. Agora vamos apoiar 100% o deputado estadual Julio Pina e o deputado federal José Nelto”, afirmou.

Protagonismo para a Região Norte e demanda por uma policlínica

Engenheiro civil pela PUC Goiás, produtor rural e natural de Porangatu, Givago assumiu a cadeira com a tentativa de dar maior protagonismo político à região Norte. Segundo ele, a criação da frente parlamentar é uma forma de transformar demandas municipais em projetos com possibilidade de execução orçamentária.

“Com essa minha chegada, a gente consegue dar um certo protagonismo para a nossa região. Nesse período curto de mandato, acredito que a gente consiga deixar algo permanente, uma marca, mas, ao mesmo tempo, um projeto que vai olhar para o futuro de Porangatu e região”, disse.

A Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento do Norte Goiano foi aprovada pela Alego e, segundo Givago, será associada à Caravana Norte Forte, movimento de escuta que passou por Porangatu e por oito municípios do entorno: Santa Tereza de Goiás, Formoso, Trombas, Montividiu do Norte, Novo Planalto, Bonópolis, Mutunópolis e Estrela do Norte. A intenção, de acordo com o parlamentar, é levantar prioridades por município e transformá-las em uma carteira regionalizada.

Saúde é a principal demanda

A principal demanda apontada por Givago é a saúde. O deputado afirma que Porangatu exerce função de polo para os municípios vizinhos, mas depende de um único hospital municipal com capacidade de atendimento mais complexo. Segundo ele, a transferência do antigo hospital regional do Estado para o município, feita em gestões passadas, sobrecarregou a administração local.

“Hoje nós temos um único hospital em Porangatu. Antes, na década de 1990, era um hospital regional, mas houve a transferência do Estado para o município. Se você for analisar historicamente, não foi um bom acordo, porque tirou o investimento estadual e passou para o município”, avaliou.

O deputado também defende que Porangatu volte a ter uma estrutura de atendimento regional. Uma das propostas citadas é a implantação de uma policlínica regional, nos moldes de unidades existentes em outras regiões do Estado. Segundo ele, a medida poderia aliviar a pressão sobre o hospital municipal e reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes.

“Porangatu quer pleitear uma policlínica desse porte. Hoje, quem tem plano de saúde ou quem tem dinheiro também acaba sendo atendido no hospital municipal, porque é o único que tem condição de ter centro cirúrgico”, afirmou.

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