Ginecologista é indiciado por violação sexual de quatro vítimas em Abadiânia

O médico Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos, havia sido preso novamente na última sexta-feira, 8, referente a um novo inquérito relacionado as vítimas do município citado

Ginecologista e obstetra, Nicodemos Júnior Estanislau Morais | Foto: Instagra
Ginecologista e obstetra, Nicodemos Júnior Estanislau Morais | Foto: Instagram/Reprodução

A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira, 15, o inquérito que apurava o crime de violação sexual mediante fraude supostamente praticado pelo médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos. Os abusos sexuais teriam ocorrido contra quatro mulheres de Abadiânia, onde ele atendia em uma clínica, durante os meses de julho, agosto e setembro deste ano.

O ginecologista acabou preso preventivamente, na última sexta-feira, 8, sendo encaminhado ao núcleo de custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele foi preso em casa, em Anápolis, e depois levado para Abadiânia, onde foi ouvido na delegacia e passou por audiência de custódia no fórum da cidade.

O delegado Rosivaldo Linhares Rosa, da delegacia de Abadiânia explica, que na finalização do inquérito, além de ser indiciado por violação sexual mediante fraude, cuja pena em abstrato varia de 2 a 6 anos de reclusão, a autoridade policial representou pela manutenção de sua preventiva.

Com isso, os autos do inquérito agora serão encaminhados ao Poder Judiciário para dar andamento à persecução penal.

Histórico

Nicodemos foi preso pela primeira vez, no dia 29 de setembro, após a denúncia de três vítimas. Mais de 50 vítimas já relataram a Polícia Civil terem sido abusadas pelo ginecologista, em Goiás, no Pará, Paraná e Distrito Federal. O médico estava preso e no dia 4 de outubro havia ganhado liberdade provisória. No último dia 8 foi preso novamente.

O Cremego tomou conhecimento das denúncias contra Nicodemos Júnior Estanislau Morais no dia 29 de setembro e então o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) iniciou os procedimentos para a apuração da conduta do ginecologista e obstetra no exercício profissional. Ele foi proibido temporariamente de exercer a medicina em todo o país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.