Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 15, revela uma virada no cenário eleitoral para a corrida ao Palácio do Planalto. Pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassa numericamente o presidente Luiz da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno.

De acordo com o levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, inelegível e em prisão domiciliar, registra 42% das intenções de voto, contra 40% do atual chefe do Executivo. Portanto, embora Lula ainda mantenha a dianteira no primeiro turno, o quadro se inverte completamente na segunda etapa da disputa.

Apesar da virada numérica no segundo turno, os índices apontam para um empate técnico dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em um eventual confronto direto entre os dois nomes, 16% dos eleitores afirmam que votariam branco ou nulo, enquanto 2% permanecem indecisos. Vale destacar que, em todos os outros cenários de segundo turno testados pela pesquisa, Lula ainda venceria seus adversários.

Contudo, a margem de vantagem do petista não é mais confortável, pois ele apresenta uma tendência de queda nas últimas rodadas, enquanto Flávio Bolsonaro cresce de forma consistente.

1º turno

No primeiro turno, o presidente Lula ainda lidera as intenções de voto, mas com uma vantagem bem mais estreita do que em levantamentos anteriores. No cenário estimulado (quando os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos pré-candidatos), Lula aparece com 37% das menções, contra 32% de Flávio Bolsonaro.

Essa diferença de cinco pontos percentuais cai para apenas um ponto no limite da margem de erro, o que caracteriza um empate técnico. Em relação ao levantamento anterior, o petista recuou dois pontos, enquanto o senador manteve sua posição, consolidando a polarização entre PT e PL. Os demais pré-candidatos, por sua vez, ficam deslocados da disputa principal.

Já na pesquisa espontânea (momento em que o eleitor declara sua preferência de voto sem que nenhum nome seja apresentado) Lula registra 19% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro, com 13%. Outros postulantes somam 5% de citações, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar e inelegível, aparece com 1%.

Contudo, o dado que chama a atenção nessa modalidade é a alta indecisão: 62% dos entrevistados afirmam não saber ou não responder em quem votariam.

Olhando para o restante do quadro, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), surge com 6% das intenções de voto. Ele aparece em empate técnico com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que tem 3%, e também com o escritor Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) registram 1% cada, enquanto Aldo Rebelo (DC) não pontua. Brancos e nulos somam 11%, e 5% estão indecisos.

Esta é a primeira pesquisa Genial/Quaest a não incluir os governadores Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS), ambos do PSD. Eles disputavam a indicação da sigla contra Ronaldo Caiado, que acabou sendo o escolhido pelo partido comandado por Gilberto Kassab.

Além disso, o levantamento também é o primeiro a incluir Cabo Daciolo e Augusto Cury como opções de voto. Vale lembrar que a confirmação de todas essas candidaturas depende das convenções partidárias, marcadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Simulações de segundo turno e rejeição

Em um segundo turno contra Ronaldo Caiado, Lula venceria o pessebista por 43% a 35%. Nesse cenário, 18% votariam branco ou nulo, e 4% estão indecisos. O petista também venceria as simulações contra Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.

No comparativo das três rodadas anteriores da Genial/Quaest, Lula oscilou para baixo: ele foi de 43% de preferência em fevereiro para os atuais 40%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, saiu de 38% para 42% no mesmo período.

A pesquisa também avaliou a aprovação do governo Lula. Atualmente, o petista é desaprovado por 52% dos brasileiros e aprovado por 43%. Na avaliação da gestão federal, 42% consideram-na negativa, 31% positiva, e 28% a classificam como regular.

Lula e Flávio Bolsonaro lideram os índices de rejeição: 55% dos eleitores conhecem o presidente e não votariam nele, enquanto 52% rechaçam o senador como opção de voto, um empate técnico. Ronaldo Caiado é rejeitado por 32%, e Romeu Zema, por 31%.

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em entrevistas domiciliares realizadas entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09285/2026.

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