Durante diligências da operação Narcofluxo, a Polícia Federal prendeu os MC’s Poze do Rodo e Ryan, e o goiano Raphael Sousa, dono da página Choquei. A ação policial investiga uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de transações ilegais que chegam a mais de R$1,6 bilhão.

A Operação Narcofluxo cumpre 90 mandados judiciais, sendo realizados, até o momento, 39 mandados de prisão e 45 de busca em apreensão 9 unidades da federação, inclusive em Goiás e Distrito Federal. Foram apreendidos veículos e dinheiro em espécie, além de celulares, computadores e documentos que serão utilizados nas investigações.

Raphael Sousa foi preso em Goiânia, conforme confirmado pela assessoria da PF. Ele administra o perfil que conta com mais de 27 milhões de seguidores no Instagram. O dono da página Choquei também foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Ainda não se sabe qual é o envolvimento dele no esquema. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, na capital.

O Jornal Opção tenta contato com a defesa do influenciador

A prisão de Poze do Rodo foi realizada no condomínio de luxo localizado no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A defesa do MC afirmou desconhecer o teor do mandado de prisão e que se manifestará à Justiça no decorrer do devido processo legal.

Esta é a terceira vez que MC Poze do Rodo é preso, ano passado ele foi levado pela Polícia Civil e em 2019, foi detido em flagrante durante show no Mato Grosso. Desta vez, ele é acusado de ter relações com uma organização que dissimulava operações de alto valor.

Veja o momento da prisão de MC Poze:

Já MC Rayn, que é um dos principais nomes do funk nacional, foi detido na festa da Riviera de São Lourenço, em Bertioga no litoral paulista. Em nota, a defesa dele disse que ainda “não teve acesso ao procedimento, que tramita sob sigilo”, mas ressaltou a “absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras”. O texto traz ainda que “todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada”. 

Segundo as investigações, o envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

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