FUP recebe com indignação votação do PL dos combustíveis no Senado

O PL1472/2021 propõe programa de estabilização dos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, fazendo frente à política de Preço de Paridade de Importação

O adiamento da aprovação do Projeto de Lei 1472/2021, no Senado Federal, foi recebida com indignação pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados. Isto, porque a PL propõe estabilização dos preços dos combustíveis o que faz frente à política vigente desde 2016, do Preço de Paridade de Importação (PPI).

“Manobra do governo federal demonstra que não querem resolver o problema da alta dos preços dos combustíveis. Adiaram a votação do PL, enquanto o PPI empobrece o trabalhador e enriquece os acionistas da gestão da Petrobrás, empresa que anunciou ontem ao mercado o maior lucro de sua história, R$ 106 bilhões em 2021, influenciado pela alta sucessiva dos preços dos derivados no mercado interno”, afirmou o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

A PPI, que foi adotada em outubro de 2016 pelo ex-presidente Michel Temer, e mantida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Ela baseava os reajustes, sobretudo, nas cotações internacionais de petróleo, variação cambial e custos de importação. Segundo Bacelar, o PL é um passo para a autonomia do país e dos brasileiros que ganham seus salários em real, mas compram combustíveis a valores em dólar, por causa do PPI.

Bacelar contesta que não há muito o que fazer com a inflação dos combustíveis. “O Executivo e a gestão da Petrobrás insistem em manter o PPI, mas a oposição no Legislativo vai possibilitar, por meio do PL 1472, a criação de uma lei que pode tornar ilegal a política de preços tal como praticada hoje. Não há solução definitiva para a inflação de combustíveis que não passe pela mudança no PPI”.

O  PL 1472/ 2021 já tinha sido aprovado em dezembro do ano passado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e se encontrava desde então na pauta do Plenário, aguardando votação.  

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