Com a chegada do período mais frio e o aumento da circulação de vírus respiratórios, especialistas reforçam a importância de diferenciar os sintomas de gripe e resfriado, além de manter medidas de prevenção, como vacinação e higiene das mãos.

Segundo a infectologista Silvia Nunes Szente Fonseca, embora as duas doenças apresentem sintomas semelhantes, elas são causadas por vírus diferentes e têm manifestações distintas. A gripe, provocada pelo vírus influenza, costuma surgir de forma súbita, com febre alta, dores no corpo e cansaço intenso.

Já o resfriado tende a apresentar sintomas mais leves e progressivos, como coriza, espirros e congestão nasal. A médica alerta que alguns vírus respiratórios, apesar de causarem quadros leves em adultos saudáveis, podem representar riscos para públicos específicos.

É o caso do vírus sincicial respiratório (VSR), associado a casos graves de bronquiolite em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. De acordo com a especialista, a evolução dos sintomas é um dos principais pontos de atenção.

Persistência da febre, dificuldade para respirar ou agravamento do quadro indicam necessidade de avaliação médica, sobretudo entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Ela destaca ainda que nem sempre é possível diferenciar gripe e resfriado apenas pelos sintomas, já que existe sobreposição entre os quadros clínicos.

A vacinação contra a gripe segue como principal forma de prevenção. A imunização é recomendada para crianças a partir de 6 meses, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com doenças crônicas, pacientes oncológicos e profissionais da saúde.

Além da vacina, médicos orientam manter cuidados básicos no dia a dia, como lavar as mãos com frequência, evitar ambientes fechados e pouco ventilados, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com pessoas com sintomas respiratórios.

Nos bebês, principalmente nos primeiros meses de vida, os cuidados devem ser redobrados. Especialistas recomendam evitar visitas de pessoas com sintomas gripais e reforçar a higiene das mãos antes do contato com a criança. Outra medida destacada é a ampliação da proteção contra o vírus sincicial respiratório.

Gestantes passaram a ter acesso à vacinação gratuita pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), estratégia que busca proteger também os recém-nascidos nos primeiros meses de vida. O uso de umidificadores também pode ajudar em períodos de ar seco, desde que utilizado de forma moderada.

Especialistas orientam que o aparelho seja mantido longe da cama e usado por algumas horas, preferencialmente à noite, para evitar excesso de umidade, mofo e proliferação de ácaros, fatores que podem agravar problemas respiratórios.

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