Com informações de João Reynol

O prefeito Sandro Mabel demonstrou expectativa positiva em relação ao julgamento, por parte do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), do processo que pode manter a licitação para contratar uma empresa por R$ 12 milhões para a gestão do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais (Imas).

“Já estive lá defendendo. Eu acho que as posições que eu coloquei eles entenderam bem. Nós esperamos que eles possam dar mais essa chance ao Imas”, afirmou Mabel durante a inauguração das obras do novo trecho do BRT, nesta terça-feira. Há expectativa de que o processo seja julgado no Tribunal nesta quarta-feira, 15.

Mabel esteve no TCM no último dia 1º de julho, onde argumentou sobre a necessidade da contratação da empresa para gerir o Instituto. O prefeito destacou que o Imas atualmente está em déficit e detalhou que a dívida já beira os R$ 230 milhões. O levantamento também aponta que, em 2024, o instituto registrou déficit de R$ 61 milhões. Entre janeiro e maio de 2026, a administração informou ter reduzido o resultado negativo para R$ 6,2 milhões, com arrecadação de R$ 80,2 milhões.

O Jornal Opção apurou que o clima no Tribunal, que anteriormente havia decidido pela suspensão da homologação do processo licitatório, parece ter mudado após a sustentação oral de Mabel.

O prefeito reafirmou o que vem dizendo em outras ocasiões: caso a licitação não seja aprovada, irá extinguir o Instituto e passará a pagar um plano de saúde particular para os servidores.

“Fechar. Se não tiver autorização para contratar a empresa, nós não temos capacidade. Nós vamos pegar o dinheiro que a gente gasta no Imas e dar para cada um fazer um plano de saúde”, destacou.

A fala também leva a entender que Mabel não encaminharia à Câmara o projeto de lei que está parado na Casa Civil, mesmo sendo atuações independentes.

Relembre

O processo licitatório em questão, considerado pelo Paço Municipal como essencial para reorganizar o Imas, visa à contratação de uma empresa no valor de mais de R$ 12 milhões. Entre as atribuições previstas para a empresa a ser contratada estão o cadastro de beneficiários, a gestão da rede credenciada, o fornecimento de plataforma tecnológica integrada e o uso de inteligência de dados (Business Intelligence) para rotinas de regulação e auditoria médica, além de apoio na análise financeira e de custos assistenciais.

Contudo, em março deste ano, a licitação acabou sendo alvo do TCM, que suspendeu a homologação “devido a graves indícios de irregularidades”. Na ocasião, o Tribunal expediu medida cautelar determinando que a Prefeitura de Goiânia convocasse os aprovados no último concurso da Saúde para suprir o déficit de profissionais e substituir contratações temporárias irregulares.

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