Disputa pela presidência do PSDB goiano está entre Cyro Miranda, Olier Alves e Sérgio Cardoso

Tucanos pleiteiam vaga de Paulo de Jesus — atual mandatário do partido — nas eleições que devem ocorrer no dia 7 de junho

Presidência do diretório estadual em Goiás está entre Cyro Miranda, Olier Alves e Sérgio Cardoso | Fotos: Agência Senado / Leoiran / Facebook

Presidência do diretório estadual em Goiás está entre Cyro Miranda, Olier Alves e Sérgio Cardoso | Fotos: Agência Senado / Leoiran / Facebook

O PSDB deve renovar seus quadros em 2015. Municípios, Estados e a comitiva nacional terão novos comandos até o fim do ano.

Em Goiás, as eleições municipais estão marcadas para o próximo mês, sendo que o diretório metropolitano será renovado no dia 31 de maio. Na capital, o forte candidato é o ex-secretário Rafael Lousa — que conta com apoio de vereadores e também do próprio governador Marconi Perillo (PSDB).

Se a equação no diretório metropolitano está, digamos, acertada, o diretório estadual ainda é uma incógnita.

Isso porque, com a saída do atual presidente reconduzido ao cargo, Paulo de Jesus, três fortes nomes devem pleitear o posto. São eles: Cyro Miranda, Olier Alves e Sérgio Cardoso.

Os dois últimos saem na frente pela relação próxima com o governador. Ambos são companheiros de longas datas do tucano-chefe e já ocuparam lugar de prestígio dentro do partido (e dos governos Marconi).

Olier Alves, que é ex-vereador de Goiânia e ex-presidente da Iquego, tem em sua conta Nion Albernaz — conselheiro do governador e nome influente no PSDB metropolitano. Além disso, trabalhou ativamente na campanha de reeleição de 2014.

Só que tem uma desvantagem: se Rafael Lousa, seu filho, assumir o comando do diretório metropolitano não seria bem-visto que pleiteasse a vaga no diretório estadual. Não há impedimento legal, ressalta-se.

Sérgio Cardoso — tido como favorito — tem muito a seu favor. Primeiro, como Olier, foi coordenador da campanha de reeleição de Marconi em 2014 — só que trabalhou ombro a ombro com o tucano-chefe. Segundo, conhece pessoalmente todas as lideranças do Estado de Goiás (sabe nome e histórias pessoais de cada uma delas). Terceiro, é querido dentro do partido (e dentro do governo Marconi).

Mas não se deixe enganar: Sérgio Cardoso, embora simpático e competente, sabe dizer não e tem maturidade política como poucos. Tendo citado tudo isso, nem seria necessário, mas lembramos que é cunhado do governador.

Já o ex-senador e ex-presidente da Acieg, Cyro Miranda, não goza de tamanho prestígio, nas também está bem articulado dentro do partido e foi suplente de Marconi nas eleições de 2006. Especula-se que seria o nome “do consenso”, para evitar “rupturas internas” e, ainda, para não negligenciá-lo.

 

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Adnaldo

Impossível o PSDB não ter rupturas, basta ver o que esta acontecendo com Lucia Vânia e Faleiros. Mas as rupturas fazem parte da democracia, o que não se pode negar é que o ciclo Marconista esta passando.