A pequena Maria Fernanda Cândido da Rocha, que completaria dois anos nesta quarta-feira, 17, está desaparecida há dois dias em Doverlândia, na região oeste de Goiás. A bebê foi vista pela última vez na zona rural do município, em uma região de difícil acesso, por volta das 9h20 da última segunda-feira, 15. Apesar da força-tarefa já estar mobilizada, as equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil, com o apoio de familiares e voluntários, ainda não localizaram a menina.

Em meio à angústia e à corrida contra o tempo, as equipes de resgate encontraram, nesta terça-feira, 16, pegadas em uma estrada de terra a aproximadamente 800 metros do fundo da fazenda da família. Diante dessa descoberta, o prefeito de Doverlândia, Amilcar Júnior, informou, por meio das redes sociais, que as buscas agora estão concentradas nessa região específica.

Pegada que suspeitam ser de Maria Fernanda | Foto: CBMGO

Além disso, os militares empregam tecnologia de ponta na operação, utilizando um drone com câmera térmica para realizar uma varredura detalhada na área, embora, até o momento, a criança não tenha sido localizada.

De acordo com o relato dos pais às autoridades, o casal deixou a menina em casa e se dirigiu a uma represa situada a cerca de 100 metros da residência. Contudo, ao ouvirem os gritos da filha, eles retornaram ao imóvel, mas já não conseguiram mais encontrá-la. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Caiapônia, já ouviu algumas pessoas e instaurou um procedimento policial para apurar as circunstâncias do desaparecimento.

O Tenente Coronel Eduardo, do Corpo de Bombeiros, destacou que duas equipes foram encaminhadas ao local e atuarão de forma ininterrupta, mantendo os trabalhos mesmo durante a noite. A expectativa das equipes é encontrar a criança o mais rápido possível e, acima de tudo, com vida.

Maria Fernanda com os pais | Foto: Reprodução

As buscas, que contam com mergulhadores, cães farejadores e drones, envolvem ainda a procura em um lago próximo à fazenda, com busca aquática e tátil ao longo da orla. No entanto, a tarefa dos bombeiros é dificultada pelas condições adversas do terreno, que apresenta extensas áreas de vegetação nativa, presença de corpos hídricos, terreno irregular e registro de animais soltos. 

Esses fatores, segundo os bombeiros, elevam o grau de risco e dificultam a progressão terrestre e a localização da criança. A propriedade onde a menina desapareceu fica a cerca de 22 km de Doverlândia.

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