Caso Henry: Em depoimento babá diz que nunca viu o menino ser agredido

Essa foi a primeira audiência do caso, em que o ex-vereador Jairinho e a mãe de Henry, Monique Medeiros, são acusados da morte do menino. As próximas estão marcadas para os dias 14 e 15 de dezembro

Henry Borel | Foto: reprodução/ Redes Sociais

A primeira audiência sobre o assassinato do menino Henry Borel terminou na madrugada desta quinta-feira, 7. Em novo depoimento, a babá do menino, Thayná Oliveira Ferreira foi a última a ser ouvida e mudou sua fala mais uma vez. As próximas audiências estão marcadas para os dias 14 e 15 de dezembro.

Antes de começar a falar, Thayná pediu para Monique, mãe do menino, sair da sala. A babá disse que nunca viu Henry ser agredido por Jairinho, apresentando versão diferente dos dois depoimentos anteriores na delegacia. A babá afirmou ainda que se sentiu manipulada por Monique.

O ex-vereador Jairinho e a mãe de Henry, Monique Medeiros, são acusados da morte do menino. Ao todo, 10 pessoas foram ouvidas, inclusive o pai do Henry, Leniel Borel.

“No meu entendimento era a Monique que me fazia acreditar em muita coisa e por isso a minha cabeça estava transtornada e eu começava a imaginar um monstro, mas ali no quarto poderia não estar acontecendo nada e eu estava imaginando um monte de coisa”, relatou.

Thayná ainda disse que se sentiu usada pela mãe da criança. “Me senti usada no sentido de que ela vinha, contava, tentava me mostrar o monstro do Jairinho e eu ficava com todas as coisas ruins na minha cabeça. Era tudo suposição da minha cabeça. Eu nunca vi nenhum ato”, afirmou.

Outras versões

Na primeira vez que falou à polícia, em março, Thayná disse que nunca tinha percebido nada de anormal na relação do casal com o menino.

Em abril, quando prestou seu segundo depoimento à polícia, Thayná afirmou que Monique sabia que o filho era agredido pelo padrasto, Jairinho, e que a mãe da criança pediu que ela mentisse. Na época, a babá disse que soube de três momentos diferentes em que Henry foi agredido.

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