Autódromo de Goiânia terá capa asfáltica reconstruída após falhas detectadas, diz secretário
03 junho 2026 às 17h04

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O Governo de Goiás anunciou nesta quarta-feira, 3, que fará a substituição completa da capa asfáltica do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. A troca não terá custos para os cofres públicos, já que será realizada pela empresa responsável pela obra dentro do período de garantia contratual. A decisão foi tomada após a identificação de problemas na capa asfáltica poucos meses depois da reabertura do circuito, que passou por uma ampla reforma para receber a MotoGP e outras competições nacionais e internacionais.
Durante coletiva de imprensa, o secretário estadual de Esporte e Lazer, Welington Peixoto, afirmou que a intervenção ocorre após a constatação de falhas pontuais na capa asfáltica. Segundo ele, o governo optou por exigir a recuperação integral desta camada do asfalto para garantir a qualidade da estrutura.
“Houve alguns problemas detectados pontuais e o Governo do Estado de Goiás, afirmando o compromisso de transparência, fez questão de chamar toda a imprensa para mostrar realmente o compromisso que ele tem com a qualidade”, afirmou.
Welington explicou que o principal problema identificado foi o descolamento de partes do pavimento em um trecho do circuito. “Houve um problema no asfalto, que começou a descamar”, disse o secretário.
Segundo ele, a empresa responsável pela execução da pista atribuiu a falha ao processo de cura do material utilizado na obra. “A empresa, que é a mesma que fez o autódromo internacional de Interlagos, palco da Fórmula 1, falou que foi um processo de cura que não foi o tempo suficiente”, declarou.

Apesar de a falha ter sido registrada em uma área específica do circuito, o governo decidiu ampliar a intervenção. “Diante disso, preocupado com todos os problemas, nós exigimos que toda a pista fosse recapeada”, afirmou.
Governo exigiu troca completa da pista
De acordo com Welington Peixoto, a determinação partiu do governador Daniel Vilela para assegurar que o autódromo mantenha o padrão exigido pelas principais categorias do automobilismo. “Mesmo que a gente saiba que foi pontual, não foi problema em toda a curva, mas exigimos, através do governador Daniel Vilela, que toda a pista fosse feita novamente com asfalto”, disse.
As obras devem começar em julho. A presidente da Goinfra, Eliane Simonini, informou que a substituição da capa asfáltica será realizada dentro da garantia contratual da obra, sem custos adicionais para os cofres públicos. “A pista está em processo de garantia e a empresa responsável fará a substituição. O Estado não vai gastar nenhum centavo com essa troca”, afirmou.
Intervenção deve durar até quatro meses
A previsão da Goinfra é que os trabalhos sejam iniciados entre a primeira e a segunda semana de julho. O prazo estimado para conclusão varia entre 90 e 120 dias.
Durante esse período, algumas atividades continuarão sendo realizadas no complexo esportivo. Segundo o governo, modalidades de baixo impacto, como atletismo e ciclismo, poderão utilizar o circuito normalmente, enquanto os eventos automobilísticos dependerão da conclusão da obra.
As autoridades estaduais também garantiram que o cronograma de competições internacionais, incluindo a MotoGP, segue mantido e que a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) acompanha o processo de recuperação da pista.
Para o governo, a medida busca preservar a reputação do Autódromo de Goiânia como uma das principais praças do automobilismo brasileiro. “O compromisso é entregar uma pista com qualidade máxima e segurança para todas as competições que serão realizadas aqui nos próximos anos”, resumiu Welington.
Rudson Guerra destacou que o problema está concentrado em um ponto específico, mas que o governo optou pela substituição integral para garantir qualidade. “A pista está em condições de funcionamento, é uma questão nossa mesmo de cumprimento de qualidade dela e a empresa estará executando por completo 100% disso.”
“É melhor a gente trabalhar o cumprimento de uma exigência e a entrega de um asfalto perfeito do que ficar segurando o autódromo em uma curva específica e não poder ter a confiabilidade necessária para trazer grandes eventos.”
Guerra explicou que a falha teria relação com um tratamento realizado após a MotoGP. “O asfalto não colou o cape que eles tratam isso. Como o encerramento desse tratamento foi um pouco inferior ao que eles imaginavam, a curva 6 não resistiu e fez essa questão da soltura do asfalto.”
Apesar disso, ele ressaltou que a situação foi localizada. “O autódromo tem um simples problema numa curva específica, mas o Estado está exigindo a garantia na troca completa da capa asfáltica.”
A presidente da Goinfra, Eliane Simonini, reforçou que a troca será custeada pela empresa responsável pela obra. “A pista está em processo de garantia e, como está em garantia durante cinco anos, qualquer problema que tiver a empresa responsável é acionada”.
Simonini garantiu que a Federação Internacional de Motociclismo acompanha o processo. “Eles estão cientes e também muito tranquilos. Estão trabalhando junto conosco para fazer a melhor entrega.”
A presidente da Goinfra confirmou o prazo para início dos trabalhos. “Na primeira ou segunda semana de julho a gente já começa a substituição dessa capa. A previsão é entre 90 e 120 dias. Provavelmente no mês de outubro a gente já está com esse resultado”, completou.
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