Ex-conselheiro afirma que auditoria do CFM apontou irregularidades no Cremego; ex-presidente contesta
16 julho 2026 às 09h58

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Uma auditoria realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) voltou a colocar em evidência os gastos da antiga gestão do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego). De acordo com um vídeo divulgado nesta quarta-feira, 15, pelo ex-conselheiro federal por Goiás, Marcelo Prado, o trabalho confirmou irregularidades apontadas em uma representação apresentada ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal (MPF) em 2025.
Veja o vídeo abaixo.
Segundo a publicação, a ex-presidente do Cremego, Sheila Ferro, deverá ressarcir os valores aos cofres da autarquia. A publicação também apresenta dados referentes às movimentações financeiras do Conselho em 2024 e 2025 e afirma que os recursos provenientes das anuidades dos médicos foram utilizados de forma irregular durante a gestão.
Até o momento, porém, o Conselho Federal de Medicina não divulgou oficialmente o relatório da auditoria nem detalhes sobre os valores mencionados na publicação. Procurada pela reportagem do Jornal Opção, a ex-presidente do Cremego afirmou que recebeu com surpresa o conteúdo divulgado nas redes sociais, uma vez que tomou conhecimento da decisão por meio do vídeo. À reportagem ela disse desconhecer qualquer decisão oficial que determine o ressarcimento de valores.
Ela ressaltou ainda que as auditorias são procedimentos rotineiros realizados pelo Conselho Federal de Medicina e afirmou que toda a movimentação financeira de sua gestão foi analisada e aprovada. “Não teve nenhum gasto irregular. É tudo auditado, tudo aprovado em plenária, tudo regular. Não tem nada irregular”, declarou.
A ex-presidente também afirmou que todas as decisões administrativas seguiram o estatuto e o regimento interno do Conselho e que os atos praticados observaram critérios de transparência e responsabilidade administrativa. “Todas as medidas de fortalecimento institucional, transparência e responsabilidade administrativa estão com lisura dos atos praticados. Não tem nenhum ponto levantado que esteja irregular”, afirmou à reportagem. Sheila Ferro afirmou que irá buscar esclarecimentos sobre o caso.
O Jornal Opção solicitou posicionamento ao Conselho Federal de Medicina para confirmar as conclusões da auditoria, informar se houve determinação de ressarcimento e esclarecer em que fase se encontra o procedimento administrativo.
O Cremego também foi procurado para comentar o caso. Em nota, o Conselho afirmou que todos os pagamentos feitos a conselheiros e diretores estão de acordo com resoluções da instituição e disponíveis para consulta pública no Portal da Transparência. A denúncia citada ainda se encontra em tramitação no Conselho Federal de Medicina (CFM).
Relembre o caso
Em maio de 2025, Marcelo Prado protocolou uma representação no TCU e no MPF pedindo a investigação de supostos gastos excessivos da diretoria do Cremego durante a gestão de Sheila Ferro.
Na época, a denúncia questionava despesas com diárias, passagens, verbas indenizatórias e outros pagamentos realizados pela administração do Conselho. Segundo Prado, havia indícios de uso inadequado de recursos arrecadados por meio das anuidades pagas pelos médicos inscritos na autarquia.
A denúncia ganhou repercussão e levou o Conselho Federal de Medicina a realizar uma auditoria para verificar a regularidade das despesas apontadas. Agora, segundo Marcelo Prado, o resultado da auditoria confirmou as irregularidades apresentadas na representação e determinou que Sheila Ferro ressarça os cofres do Cremego.



