Operação desarticula organização criminosa interestadual com bloqueio de R$ 2,4 milhões em Goiás e Minas Gerais
16 julho 2026 às 09h26

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Um grupo de organização criminosa interestadual ligado ao tráfico de drogas foi alvo de cinco mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária na manhã desta quinta-feira, 16, durante a Operação TEKEL, que também determinou o sequestro e o bloqueio de ativos financeiros de cada investigado no valor de R$ 2.444.684,21. As medidas judiciais estão sendo cumpridas nos municípios de Uberlândia/MG, Itumbiara/GO e Bom Jesus de Goiás/GO.
A ação, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia de Polícia de Bom Jesus de Goiás, contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), coordenada pela Polícia Federal em Uberlândia. De acordo com o delegado responsável pela investigação, Nicolas Alvarenga, a operação visa desmantelar a organização criminosa que possui uma hierarquia complexa.
“Os líderes, eles são de Uberlândia, com a droga sendo buscada lá e abastecida em Bom Jesus e no Itumbiara”, explicou o delegado ao Jornal Opção, detalhando que a quadrilha se divide em três núcleos: o de liderança e abastecimento em Uberlândia, o operacional em Bom Jesus, responsável pela venda e gestão das bocas de fumo, e o financeiro, que atua em Itumbiara e Bom Jesus, sendo responsável pela lavagem do dinheiro arrecadado com o tráfico.
Durante as diligências, que ainda estão em andamento, a polícia já cumpriu quatro mandados de prisão cautelares e realizou uma prisão em flagrante, totalizando cinco alvos presos até o momento. Além disso, os agentes apreenderam duas armas de fogo, munições, veículos e dinheiro em espécie.
Veja fotos da operação:
As investigações, que tiveram início em 2025, revelaram que o grupo movimentou mais de R$ 2,5 milhões em um período de um ano, utilizando contas de terceiros e interpostas pessoas para ocultar a origem ilícita dos valores, o que motivou o bloqueio patrimonial determinado pela Justiça.
“Eles eram bem organizados e tinham uma rede de comunicação”, afirmou Alvarenga, destacando que a dinâmica criminosa envolvia deslocamentos frequentes até Uberlândia para buscar drogas, que eram distribuídos em Bom Jesus, com a participação de mulheres na movimentação financeira do grupo.
As investigações prosseguem para localizar outros alvos e esclarecer a atuação da organização, que traficava crack, maconha e cocaína.
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