O odor característico em pessoas idosas tem origem química e pode ser prevenido. A explicação é do geriatra Paulo Camiz, que em vídeo publicado em suas redes sociais detalhou os fatores responsáveis pelo mau cheiro associado ao envelhecimento e apontou medidas simples para reduzi-lo. Segundo o médico, o tema ainda é pouco discutido entre cuidadores e familiares. 

Segundo o médico, o cheiro não está relacionado à falta de higiene. “Isso é ciência, isso é química”, disse. Ele explicou que, em 2001, pesquisadores publicaram no Journal of Investigative Dermatology que, a partir dos 40 anos, o corpo passa a produzir um composto chamado 2-nonenal, resultado da oxidação de ácidos graxos presentes na pele. Esse processo é natural do envelhecimento. 

O médico destacou que o 2-nonenal não é solúvel em água, o que significa que não é eliminado apenas com o banho. “Então já salva esse vídeo, porque o que eu vou te falar agora, a maior parte dos cuidadores ou das pessoas que convivem com idosos não sabe”, afirmou. 

Para reduzir o odor, Camiz citou três medidas principais. A primeira é o uso de sabonetes com pH ácido. “Sabonetes muito alcalinos fazem com que as bactérias que estão na nossa pele se proliferem mais e com isso o odor aumenta. Os sabonetes mais ácidos reduzem as bactérias que vão produzir esse odor característico”, explicou. 

A segunda medida é a melhora da dieta com antioxidantes. “Essa substância 2-nonenal é produto da oxidação de ácidos graxos na pele. Frutas vermelhas, vegetais folhosos vão reduzir a produção desse ácido graxo e consequentemente a fermentação dele. E aí você melhora esse estresse oxidativo de dentro para fora através da dieta”, disse. 

A terceira recomendação é a troca frequente de roupas de cama. “O 2-nonenal ele se deposita na roupa de cama e não sai na lavagem comum. Trocas frequentes fazem uma diferença real nesse odor”, finalizou. 

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