A catarata responde por cerca de 51% dos casos de cegueira no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Apesar da alta incidência, trata-se de uma condição com tratamento eficaz, especialmente quando diagnosticada precocemente.

O dado tem sido utilizado como base para campanhas de conscientização sobre saúde ocular, como o Abril Marrom, voltado à prevenção da cegueira. Caracterizada pela opacificação do cristalino, a lente natural do olho, a catarata costuma evoluir de forma gradual.

Entre os principais sintomas estão visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite e sensibilidade à luz. Por se desenvolver lentamente, muitos pacientes só procuram atendimento quando a perda visual já interfere em atividades cotidianas.

De acordo com a oftalmologista Marcela Marino de Azeredo Bastos, o atraso no diagnóstico ainda é um dos principais entraves no enfrentamento da doença. “Muitas pessoas só procuram o oftalmologista quando a visão já está bastante comprometida. A avaliação periódica permite identificar alterações ainda no início”, afirma.

A incidência da catarata aumenta com a idade, sendo mais comum a partir dos 50 anos, em razão do envelhecimento natural do organismo. Especialistas recomendam acompanhamento oftalmológico regular nessa faixa etária, mesmo na ausência de sintomas.

Além da catarata, outras doenças oculares também figuram entre as principais causas de perda visual, como o glaucoma e a retinopatia diabética. Em muitos casos, essas condições podem ser identificadas em exames de rotina, o que reforça a necessidade de acompanhamento contínuo.

O tratamento da catarata é cirúrgico e, segundo especialistas, apresenta altos índices de sucesso, com recuperação rápida na maioria dos casos. Ainda assim, a prevenção da cegueira depende de um conjunto de medidas, como controle de doenças crônicas, uso de proteção ocular contra radiação ultravioleta e busca por atendimento médico diante de alterações na visão.

A Organização Mundial da Saúde estima que até 80% dos casos de deficiência visual no mundo poderiam ser evitados ou tratados. Nesse cenário, campanhas de conscientização e o acesso a diagnóstico precoce seguem como fatores centrais para reduzir os índices de cegueira.

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