Goiás recebe primeiro robô que auxilia em cirurgias de artoplastias de joelho
09 junho 2026 às 09h57

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Os pacientes que precisam de prótese de joelho agora contam com uma nova tecnologia pioneira em Goiás. Isso porque agora o o Hospital Israelita Albert Einstein, em Goiânia, passou a realizar cirurgias com o auxilio do robô SkyWalker, equipamento que promete aumentar a precisão dos procedimentos e auxiliar no planejamento personalizado de cada caso.
De acordo com o Hospital, esta é a única plataforma do tipo disponível atualmente no estado. O sistema utilizado em cirurgias artroplastia, procedimento indicado para substituir a articulação do joelho em pacientes que sobrem com desgaste avançado, dores crônicas ou perda de mobilidade.
O aparelho tem um diferencial na combinação entre o planejamento pré-operatório e a execução assistida por robô. Antes da cirurgia, imagens de tomografia são transformadas em um modelo tridimensional da articulação do paciente. Com isso, é possível fazer com que o médico possa definir previamente os detalhes, como o posicionamento, da prótese e o alinhamento do joelho.
O procedimento
A primeira cirurgia acontece em Goiânia nesta terça-feira, 9. Durante o procedimento, um braço robótico irá auxiliar a execução desse planejamento, oferecendo ao médico cirurgião informações em tempo real sobre a articulação e os ligamentos do paciente.
Para o ortopedista e gerente do Programa de Ortopedia do Einstein, Mário Lenza, a tecnologia permite um controle maior de todas as etapas da cirurgia. “A precisão nas ressecções ósseas e no alinhamento dos componentes é fundamental para a longevidade do implante e para uma recuperação mais funcional do paciente. É a materialização da medicina auxiliada por dados aplicada ao centro cirúrgico”, explica.
De acordo com o diretor do Einstein em Goiânia, Mayler Olombrada, ter um robô para cirurgia de joelho, sendo o único em Goiás, representa um avanço importante para a medicina da região. “Na prática, isso se traduz em cirurgias mais seguras, com melhor posicionamento da prótese, menor impacto nos tecidos e uma recuperação potencialmente mais rápida para o paciente.”
Ao todo, a unidade já realizou mais de duas mil cirurgias robóticas em geral, sendo uma média de 40 por mês. A tecnologia, aplicada em áreas como urologia, ginecologia, cirurgia torácica e do aparelho digestivo, garante maior precisão cirúrgica, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.
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