Estudo inédito começa a ser testada em humanos com lesão medular no Brasil; entenda como funciona
17 setembro 2026 às 18h04

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O laboratório Cristália anunciou, nesta quarta-feira, 16, a realização do primeiro ensaio clínico em seres humanos para avaliar a aplicação da polilaminina no tratamento de lesões na medula espinhal. O estudo de fase 1 está previsto para começar no dia 24 de setembro e terá como foco avaliar a segurança da substância em cinco voluntários. A autorização para a realização dos testes foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro.
Em entrevista ao Jornal Opção, no dia 8 de abril deste ano, a bióloga Tatiana Sampaio afirmou que não classifica como ataques machistas as críticas que recebeu de integrantes da medicina e da comunidade científica.
“Eu não interpreto assim, não. Eu acho que são pessoas que estão mordidas, que não estão satisfeitas. Não acho que seja isso, não [machismo], mas pode ser que tenha um componente”, comentou.
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A substância foi desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com a empresa farmacêutica. O composto é derivado da laminina, proteína produzida pelo próprio organismo humano que atua na sustentação dos tecidos e na formação celular. O mecanismo em estudo busca estimular a reconstrução de tecidos nervosos afetados por traumas físicos graves na coluna vertebral.
Quem poderá participar
A seleção será restrita a pessoas entre 18 e 72 anos que tenham sofrido lesão completa da medula na região torácica, entre as vértebras T2 e T10. O protocolo exige que os candidatos tenham indicação cirúrgica e sejam incluídos na pesquisa em até 72 horas após o trauma. A identificação de pacientes elegíveis ocorrerá com o suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A aplicação do produto experimental será feita diretamente no local da lesão durante a cirurgia. Os procedimentos e a condução clínica do estudo ficarão concentrados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Voluntários serão acompanhados por seis meses
Os cinco voluntários serão acompanhados durante seis meses após o procedimento cirúrgico. A fase de reabilitação e fisioterapia contínua dos pacientes participantes do estudo terá a cooperação técnica da AACD.
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