Após novos laudos, Anvisa autoriza venda de parte dos lava-louças e desinfetantes da Ypê
16 junho 2026 às 08h49

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a volta da comercialização dos lotes de lava-louças líquidos e desinfetantes da marca Ypê fabricados entre 1º e 31 de março de 2026, revertendo parcialmente a proibição que pesava sobre os produtos com final de lote número 1. A liberação ocorre agora após a fabricante apresentar novos laudos laboratoriais que comprovam a ausência de contaminação microbiológica e atestam que a produção desse período específico cumpre rigorosamente todos os padrões de segurança exigidos pela legislação sanitária.
Apesar do aval para as unidades de março, a Anvisa manteve a proibição sobre os desinfetantes e lava-louças da marca que foram fabricados nos meses de janeiro e fevereiro. Esses lotes continuam suspensos por não terem a segurança atestada até o momento.
A nova resolução da agência reguladora estabelece critérios diferentes para cada linha de produtos da marca com final de lote 1, exigindo atenção de supermercadistas e consumidores na hora da verificação:
- Lava-louças e desinfetantes: Estão liberados os fabricados a partir de 1º de março de 2026. Seguem proibidos os produzidos em janeiro e fevereiro.
- Lava-roupas líquidos (linha Tixan Ypê): A flexibilização é menor. Estão liberados apenas os fabricados a partir de 1º de abril de 2026. A produção anterior a essa data permanece suspensa.
Em nota, a Química Amparo, fabricante da marca Ypê, informou que já encaminhou à agência reguladora as análises técnicas referentes aos meses de janeiro e fevereiro, com o objetivo de obter a liberação total do portfólio. A orientação atual para os consumidores que possuírem os produtos dos lotes suspensos é interromper o uso e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para orientações sobre substituição ou ressarcimento.
Relembre o caso
A restrição aos produtos da Ypê teve início em abril deste ano, após uma inspeção sanitária conjunta realizada pela Anvisa e pela vigilância do estado de São Paulo na planta industrial da empresa em Amparo, em São Paulo. Na ocasião, os técnicos identificaram 76 não conformidades no processo de produção e no controle de qualidade, o que gerou um alerta sobre o risco potencial de contaminação microbiológica por bactérias.
O histórico recente da marca já monitorava o problema. Em novembro de 2025, o lava-roupas líquido Tixan havia sido alvo de recolhimento devido à identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa, microrganismo que pode desencadear quadros infecciosos em pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Diante do diagnóstico da inspeção, a Anvisa determinou, no início de maio de 2026, a suspensão cautelar de mais de 100 lotes. Desde a interdição, a Química Amparo suspendeu as atividades das linhas afetadas de forma voluntária para implementar um plano de modernização e correção das falhas apontadas. O avanço nas adequações permitiu que a fábrica recebesse o aval para retomar as operações no fim de maio, resultando agora na liberação gradual dos produtos testados e aprovados pela agência.
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