Enquanto o asfalto das grandes avenidas vibra com o vai e vem de trabalhadores e o comércio insiste em abrir as portas, o Centro de Goiânia carrega nas calçadas rachadas e nos casarões silenciosos as marcas de um passado que parece se distanciar a cada dia. A região, que um dia abrigou cinemas glamourosos, encontros nas praças e uma vida noturna intensa, hoje se vê no Centro de um debate sobre abandono, insegurança e a urgência de um novo fôlego. 

Enquanto o projeto Morar no Centro, com seus subsídios de aluguel e isenção de IPTU, tramita na Câmara Municipal e tem votação prevista para o retorno do recesso, em 11 de agosto, o Jornal Opção percorreu as ruas históricas para escutar quem realmente conhece a região: os moradores. O retrato que pintam é duro e regado pelo excesso de lixo, calçadas sujas, imóveis vazios e, sobretudo, uma presença cada vez maior de pessoas em situação de rua. 

Mas também revela um apego profundo e uma certeza: o Centro ainda é cheio de vida e ideias, desde que alguém cuide dele.

Sentado no balcão do irmão que vende salgados na Rua 56, o senhor Luiz Antônio Rezende abre um sorriso sereno antes de mergulhar nas lembranças. Aos 73 anos, ele desembarcou em Goiânia em 1972, vindo de Joviânia com os irmãos, “para sobreviver”, como ele mesmo diz. Da janela, observa a paisagem que já não reconhece. “Eu acho que falta tudo aqui. Falta zelo. Aqui está muito mal frequentado, muita gente estranha, que anunca vimos antes. Andar à noite é perigoso, não sabemos o que pode acontecer. De um certo tempo pra cá, piorou muito”, afirma. 

Luiz Antônio Rezende chegou em Goiânia em 1972 | Foto: Jornal Opção/ Oyagy Vieira

A fala embala uma nostalgia que corta o tempo. “Quando eu vim para cá, era bem organizado. Podia sair sozinho na rua. Era 1975 e eu ia ao cinema com a namorada, saía meia-noite do Cine Casablanca e vinha a pé para casa. Sempre morei aqui e podia sair despreocupado na rua”. Hoje, a realidade o expulsa. “Eu estou mudando daqui porque eu moro num prédio de quatro andares, e eles estão fazendo um de 28 junto com o prédio que eu estou morando. Eu estou fazendo questão de mudar porque está tirando a qualidade de vida. Vou mudar lá pro Setor Aeroporto”, destaca.

A sensação de que o Centro foi largado à própria sorte ecoa em quase todas as calçadas. Na Rua 74, dona Maria Marinalda, de 55 anos, vive há 18 anos o amor e a frustração de morar na região. “Eu gosto demais de morar aqui. Porque aqui você encontra tudo. Mas os problemas daqui são grandes. Teve uma época que eu falei que eu ia filmar e mostrar que dava pra criar uma boiada de tanto mato que tinha na rua. De tudo abandonado. O Centro está abandonado”, ressalta.

Maria Marinalda destaca que o Centro está abandonado | Foto: Jornal Opção/ Oyagy Vieira

O desabafo não poupa a sujeira e o cenário desolador dos imóveis esquecidos. “Tem muito imóvel abandonado, jogado. Fazendo de mocó. É só Deus pra guardar a gente porque o homem não pode fazer nada por nós.” Mesmo diante do caos, ela mantém uma relação pragmática com a segurança. “Eu acho que a segurança é um pouco mais tranquila aqui no Centro, se você souber lidar.” Ainda assim, o lixo é um inimigo diário: “O pessoal joga lixo demais fora. São imóveis velhos, estragados, que não são descartado nos lugares certos pelos próprios moradores. Tá muito feio o Centro”, afirma.

Quem chega de fora sente o impacto logo nos primeiros passos. Socorro de Maria Moreira, de 55 anos, trocou o Pará pelo Centro de Goiânia há cerca de seis meses, após conseguir um emprego em um restaurante da região. O que encontrou na Rua 59 a surpreendeu. “Eu acho aqui muito sujo, tem muitas pessoas em situação de rua. Até fezes encontramos na calçada. Aqui é muito fedido”, reclama.

Socorro de Maria Moreira | Foto: Jornal Opção/ Oyagy Vieira

Apesar do incômodo, ela faz uma ressalva importante, repetida por outros moradores: “Eles não mexem com a gente. Mas eu trabalho num restaurante e eles pedem comida direto, mas não agridem a gente, nem nada. Mas a região fica muito suja, tem que olhar onde a gente pisa.”

A presença de pessoas em situação de rua é a ferida mais exposta nas conversas. Os números dão corpo à percepção dos moradores. Um levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG), com base no Cadastro Único, já apontava 4.809 pessoas nessa condição em todo o Estado de Goiás, sendo Goiânia o município com a maior concentração. 

Em 2020, um relatório do Instituto Mauro Borges indicava 2.575 pessoas em situação de rua no Estado, com a capital liderando. O perfil predominante é de homens (87%), pardos, com ensino fundamental incompleto e que perderam o contato com a família. O desemprego aparece como a principal razão para estarem nas ruas. 

“Abadonado”

Wilterson Marques Franco, de 52 anos, que há oito anos vive na Rua dos Comerciários, resume sua percepção: “O Centro está literalmente está abandonado. A maioria das áreas de comércio está fechada, muitas pessoas em situação de rua, e eu tô vendo que o Poder Público não tá olhando pra isso, porque isso já acontece há vários anos.” 

Wilterson Marques Franco | Foto: Jornal Opção/ Oyagy Vieira

Ele reconhece as facilidades da localização (supermercados, restaurantes, serviços), mas o abandono extremo se sobrepõe. “Eu sinceramente não sei os mecanismos sociais que o Estado tem, mas eu acredito que essas pessoas não poderiam estar nessa situação e está cada dia pior”, destaca sobre as pessoas em situação de rua na região.

Na Praça José Honorato, o pedreiro Júlio de Jesus Pereira, de 66 anos, que mora e trabalha na região há 12 anos, acompanha a transformação do espaço quando o sol se põe. “Aqui está precisando de mais segurança. A partir das 18h é que precisa mais. Aqui na praça não tem ninguém, mas, pela noite, aqui fica lotado de usuários de drogas e pessoas em situação de rua. Mesmo que eles não façam nada com a gente, as pessoas que vinham fazer caminhada não querem mais fazer. Tem mulheres, famílias com crianças que ficam receosas por causa deles, ficam com medo. Por isso aqui tem que ter mais segurança.”

Júlio de Jesus Pereira | Foto: Jornal Opção/ Oyagy Vieira

Já dona Ruth Moreira Valle, de 66 anos, que construiu sua história por mais de três décadas na Rua 59, vai direto ao ponto: “Segurança, mais segurança, mais polícia. E a região também está muito suja.” A fala, porém, não esconde o carinho pelo lugar que escolheu. “Tirando isso, eu gosto de morar aqui porque é tudo perto para a gente. Eu acho uma região boa, tranquila. Tenho minhas amigas aqui, estou sempre com elas.”

Ruth Moreira Valle | Foto: Jornal Opção/ Oyagy Vieira

O amor pelo Centro e pela praticidade que ele oferece também aparece na voz de Eulícia Teixeira de Souza. Há seis anos, ela trocou a Vila Galvão pela Rua 56, bem em frente ao Colégio Santo Agostinho, onde montou seu comércio de livros escolares. “Eu vim aqui para o Centro pela facilidade, em relação ao meu trabalho, à escola da minha filha, que ela estuda aqui. (…) Eu sou suspeita para falar porque eu gosto do movimento”, afirma.

Enquanto ajudava um colega numa loja em frente a um supermercado da região, ela contou que nunca sofreu violência e que a comodidade a conquistou.

Aqui no Centro é muito bom. (…) Pelo menos comigo, nunca aconteceu nada de ruim, nem assalto, nem nada. E aqui a comodidade é muito boa, porque está perto da escola, está perto do comércio, está perto da igreja, está perto de tudo. Editoras, como eu trabalho com livros, então está perto de tudo.

Contudo, Eulícia sabe o que precisa mudar: “O que falta aqui do Centro é melhorar para as pessoas em situação de rua. Tirar elas dessa situação de vida e trazer mais moradores aqui para cá.” Ela reforça um cuidado que ultrapassa a simples remoção. “Essas pessoas em situação de rua merecem ajuda e um conforto para eles, porque eu, em particular, não tenho medo deles, nunca me fizeram mal nenhum. A ajuda é para eles mesmo.”

Eulícia Teixeira de Souza | Foto: Jornal Opção/ Oyagy Vieira

Diante dos relatos, o Jornal Opção procurou a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH) para comentar sobre a concentração de pessoas em situação de rua e a sensação de abandono das vias. Por meio de nota, a pasta afirmou que mantém abordagens sociais diárias em toda a cidade, com atenção especial à Região Central. 

Ainda de acordo com o texto, equipes ofertam acolhimento, encaminhamento à rede socioassistencial, acesso a serviços de saúde, emissão de documentos, alimentação e vagas de pernoite. “O trabalho é desenvolvido de forma integrada com outros órgãos municipais, buscando conciliar a garantia de direitos com a preservação da ordem urbana e da qualidade de vida da população”, registrou a nota. (Veja na íntegra no final do texto)

Sobre a questão do policiamento, a Polícia Militar informou “que realiza ações de policiamento diuturnamente no Setor Central, em Goiânia, com o objetivo de garantir a segurança de moradores, comerciantes e frequentadores da região. A reclamação dos moradores foi comunicada ao comandante da área, que adotará as providências necessárias para intensificar o policiamento ostensivo e preventivo, conforme previsto na legislação.”

Além disso, divulgoou o número funcional da viatura que atende a região: (62) 9 9611-3622. (Veja na íntegra no final do texto)

O Consórcio LimpaGyn informou que desde 2024, tem desenvolvido uma série de ações voltadas à manutenção da limpeza da região Central da capital. “As iniciativas contemplam todas as frentes de atuação da empresa e aliam reforço operacional, infraestrutura e ações de conscientização ambiental.

“No que diz respeito ao descarte adequado de resíduos, embora a instalação de lixeiras públicas não seja atribuição do Consórcio, foram disponibilizados oito contêineres na Rua 8 e na Rua do Lazer, destinados tanto à coleta domiciliar quanto à coleta seletiva, ampliando a estrutura disponível para comerciantes, frequentadores e moradores da região”

O Consórcio destaca ainda que o projeto SustentaGyn implantou tambores metálicos em pontos estratégicos, especialmente próximos a distribuidoras de bebidas, para incentivar o descarte correto de vidro, como garrafas de cerveja e similares. Sobre a coleta domiciliar, “a operação no Centro passou a ser realizada diariamente. Além disso, foi criada uma rota especial para atender a intensa movimentação na Rua 8 e na Rua do Lazer, especialmente após o período de funcionamento de bares, restaurantes e eventos culturais.”

“A região central também integra o plano de varrição mecanizada da empresa, com atuação, por exemplo, nas avenidas Goiás, Araguaia e Tocantins, complementando o trabalho das equipes de varrição manual”, destaca a nota. (Veja na íntegra no final do texto)

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) disse que “os serviços de varrição, manutenção dos canteiros gramados, limpeza de lixeiras e conservação dos espaços públicos na região Central são realizados regularmente e seguem dentro da normalidade, conforme o planejamento da Companhia.”

A nota traz ainda que, “No Setor Central, a varrição é realizada em 11 circuitos, duas vezes a cada 24 horas, totalizando mais de 40 quilômetros lineares atendidos diariamente. A programação também contempla a poda semanal dos gramados dos canteiros centrais, a poda ornamental dos bougainvilles na Avenida Goiás, a poda preventiva de árvores e a remoção dos resíduos gerados pelos serviços.”

“Na Rua do Lazer, por exemplo, as equipes executam a limpeza e manutenção para garantir um ambiente organizado, seguro e adequado ao lazer, à cultura e às atividades comerciais da região. Como parte das melhorias na região, a Rua do Lazer recebeu 16 novas lixeiras, fabricadas pela própria Comurg. A instalação integra a ação de reforço da zeladoria no Centro de Goiânia, iniciada em janeiro de 2026, que já resultou na implantação de 250 lixeiras em vias da região central”, afirma.

“Atendendo a uma solicitação de comerciantes e frequentadores, a Comurg também realiza a lavagem programada da Rua do Lazer e dos becos adjacentes. Após uma etapa inicial de limpeza intensiva, o serviço passou a integrar a rotina de limpeza da Companhia e é executado todas as duas vezes por semana”, finaliza a nota. (Veja na íntegra no final do texto).

Propostas para levar vida ao Centro

É nesse terreno de carências e desejos que o Programa Morar no Centro tenta fincar raízes. A proposta da Prefeitura de Goiânia prevê a isenção do IPTU e um subsídio de até 50% do aluguel (cerca de R$ 700) por até três anos, com foco em ocupar imóveis fechados há mais de 12 meses. Mulheres chefes de família, idosos, pessoas com deficiência e famílias com crianças terão prioridade. 

A meta anunciada pelo prefeito Sandro Mabel (UB) é ambiciosa: “O Centro vai receber 10 mil pessoas. Vão ser 3 mil imóveis e a gente espera que dê três pessoas e meia em média por imóvel.” O projeto, que recebeu 12 emendas e precisou retornar à Comissão de Constituição e Justiça, carrega a promessa de repovoar a região.

Os moradores, porém, recebem a ideia com um misto de esperança e ceticismo. Dona Maria Marinalda vê potencial, mas alerta para a realidade física dos casarões. “Ah, seria uma boa. Mas só que as casas que estão abandonadas são muito antigas e velhas. Ninguém tem condição de morar do jeito que elas se encontram”, disse.

Já Wilterson Franco desconfia da eficácia. “Eu não sei. Eu acho que quando o setor público entra no negócio, eu não sei se tem funcionalidade, não.” Em contrapartida, Ruth Valle acredita na iniciativa: “Sobre o Projeto Morar no Centro, eu acho que vai ser uma boa sim trazer mais pessoas para cá, vamos conhecer mais pessoas, crescer nossa rede social uns com os outros.” 

Eulícia, atenta às campanhas do prefeito, vê na chegada de novos vizinhos uma chance de revitalizar a área e afastar o estigma.

Vai trazer uma nova perspectiva de vida para cá. As pessoas acham que morar no Centro é ruim, só que não é não. Só precisamos de mais atenção para cuidar da nossa região.

Confira nota completa da Prefeitura de Goiânia:

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH), atua com abordagens sociais diárias em todo município, principalmente na Região Central, com equipes especializadas que ofertam acolhimento, encaminhamento para a rede socioassistencial, acesso a serviços de saúde, emissão de documentos, alimentação e vagas de pernoite, respeitando a autonomia e os direitos das pessoas em situação de rua.

O trabalho é desenvolvido de forma integrada com outros órgãos municipais, buscando conciliar a garantia de direitos com a preservação da ordem urbana e da qualidade de vida da população. A administração municipal segue ampliando as ações de atendimento e fortalecimento da rede de proteção social, com foco na reinserção social e no atendimento humanizado.

Semasdh – Prefeitura de Goiânia”

Confira nota completa da Polícia Militar:

A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que realiza ações de policiamento diuturnamente no Setor Central, em Goiânia, com o objetivo de garantir a segurança de moradores, comerciantes e frequentadores da região. A reclamação dos moradores foi comunicada ao comandante da área, que adotará as providências necessárias para intensificar o policiamento ostensivo e preventivo, conforme previsto na legislação.

A PMGO reafirma seu compromisso com a sociedade e a importância da colaboração da comunidade no registro das ocorrências, para que a Polícia Militar tenha conhecimento dos fatos e possa direcionar o policiamento de forma mais eficaz.

As solicitações podem ser feitas pelo telefone 190 ou pelo telefone funcional da viatura: (62) 9 9611-3622, garantindo que as providências cabíveis sejam adotadas.

Assessoria de Comunicação
5ª Seção do Estado-Maior Estratégico da PMGO

Confira nota completa do Consórcio LimpaGyn:

Desde que assumiu, em 2024, a execução de cinco importantes serviços de limpeza urbana em Goiânia – coleta domiciliar, coleta seletiva, remoção de entulho, cata-treco e varrição mecanizada —, o Consórcio Limpa Gyn tem desenvolvido uma série de ações voltadas à manutenção da limpeza da região Central da capital.

As iniciativas contemplam todas as frentes de atuação da empresa e aliam reforço operacional, infraestrutura e ações de conscientização ambiental.

No que diz respeito ao descarte adequado de resíduos, embora a instalação de lixeiras públicas não seja atribuição do Consórcio, foram disponibilizados oito contêineres na Rua 8 e na Rua do Lazer, destinados tanto à coleta domiciliar quanto à coleta seletiva, ampliando a estrutura disponível para comerciantes, frequentadores e moradores da região.

Como complemento a essa iniciativa, o projeto SustentaGyn implantou tambores metálicos em pontos estratégicos, especialmente próximos a distribuidoras de bebidas, para incentivar o descarte correto de vidro, como garrafas de cerveja e similares, contribuindo para a preservação do espaço público e para a segurança de pedestres e colaboradores da limpeza urbana.

Na coleta domiciliar, que também atende parte dos estabelecimentos comerciais, a operação no Centro passou a ser realizada diariamente. Além disso, foi criada uma rota especial para atender a intensa movimentação na Rua 8 e na Rua do Lazer, especialmente após o período de funcionamento de bares, restaurantes e eventos culturais.

A região central também integra o plano de varrição mecanizada da empresa, com atuação, por exemplo, nas avenidas Goiás, Araguaia e Tocantins, complementando o trabalho das equipes de varrição manual.

Já os serviços de remoção de entulho e cata-treco, executados mediante solicitação da população, receberam reforço por meio do mutirão Goiânia + Bonita. Entre os dias 22 e 24 de junho, o Setor Central foi contemplado pela força-tarefa de limpeza urbana. Na sequência, em 30 de junho, foi realizada uma edição especial da Operação Cata-Treco voltada aos comerciantes e moradores da Rua 8 e da Rua do Lazer, possibilitando o recolhimento de resíduos volumosos, como sofás, colchões, móveis e eletrodomésticos em desuso.

Além dos serviços operacionais, o Consórcio mantém um trabalho permanente de educação ambiental na região central. Equipes realizam ações de sensibilização junto a comerciantes, moradores e frequentadores, com distribuição de materiais informativos, orientações sobre o descarte correto de resíduos e incentivo à separação entre recicláveis e resíduos orgânicos.

As ações reforçam o compromisso do Consórcio Limpa Gyn com a melhoria contínua dos serviços de limpeza urbana e com a construção de uma cidade mais limpa, organizada e sustentável.

Confira nota completa da Comurg:

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) informa que os serviços de varrição, manutenção dos canteiros gramados, limpeza de lixeiras e conservação dos espaços públicos na região Central são realizados regularmente e seguem dentro da normalidade, conforme o planejamento da Companhia.

No Setor Central, a varrição é realizada em 11 circuitos, duas vezes a cada 24 horas, totalizando mais de 40 quilômetros lineares atendidos diariamente. A programação também contempla a poda semanal dos gramados dos canteiros centrais, a poda ornamental dos bougainvilles na Avenida Goiás, a poda preventiva de árvores e a remoção dos resíduos gerados pelos serviços.

Na Rua do Lazer, por exemplo, as equipes executam a limpeza e manutenção para garantir um ambiente organizado, seguro e adequado ao lazer, à cultura e às atividades comerciais da região.

Como parte das melhorias na região, a Rua do Lazer recebeu 16 novas lixeiras, fabricadas pela própria Comurg. A instalação integra a ação de reforço da zeladoria no Centro de Goiânia, iniciada em janeiro de 2026, que já resultou na implantação de 250 lixeiras em vias da região central.

Atendendo a uma solicitação de comerciantes e frequentadores, a Comurg também realiza a lavagem programada da Rua do Lazer e dos becos adjacentes. Após uma etapa inicial de limpeza intensiva, o serviço passou a integrar a rotina de limpeza da Companhia e é executado todas as duas vezes por semana.

Companhia de Urbanização de Goiânia – Comurg

Leia também:

Goiás recebe primeira remessa de 6 mil unidades de insulina glargina; estado soma 505 mil pessoas com diabetes

Tarifaço dos EUA deve ter impacto restrito em Goiás, aponta Seapa; carne bovina, principal produto de exportação, fica fora da medida