Antes da inauguração, Dianot já prevê expansão com alta procura; conheça empresas que vão se instalar no distrito
11 julho 2026 às 21h00

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O Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot), novo parque industrial de Aparecida de Goiânia, entra na reta final dos trabalhos de implantação da infraestrutura necessária no espaço. Com isso, as primeiras indústrias homologadas começam a acelerar os trâmites para dar início às obras dos novos parques fabris.
O sucesso do empreendimento organizado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) já faz com que, antes mesmo da inauguração oficial, a expansão do espaço seja dada como certa, em parceria com a Prefeitura de Aparecida.
Para mostrar a grandeza do Dianot, o Jornal Opção ouviu empresários que foram aprovados durante o processo seletivo promovido pela companhia para a instalarem as suas empresas na área.
Uma afirmação foi unâmime: todo o trâmite foi rápido e bem orientado. Além disso, a infraestrutura que já nasce junto ao Dianot também é apontada como um diferencial, já que diminui significativamente custos para os empresários.

A primeira empresa aprovada, e uma das maiores a serem instaladas no local, é a Imperador Alimentos, que tem como sócios-proprietários os irmãos Edurado e Acir Gomes. Eduardo foi o responsável por apresentar a trajetória da empresa e foi categórico ao afirmar que o Dianot foi crucial para o projeto de expansão desenhado para a Imperador nos próximos anos.
Fundada em 1995, a empresa começou distribuindo palmito com um capital equivalente ao valor de um carro popular. Após três décadas de lutas e superações, a empresa se firma no mercado como uma das maiores produtoras de palmito do país.
Atualmente, a Imperador Alimentos tem no seu catálogo 168 produtos, mas planeja aumentar significamente a sua produção na nova área de 52,6 mil metros quadrados que foi obtida no Dianot. Além de expandir a sua produtividade, a empresa também mira investir na criação de novas linhas de produção.
Nós chegamos a um ponto em que o mercado já não é mais o nosso limitador. O que limita hoje é a capacidade física da fábrica. O Dianot nos permite resolver exatamente esse problema, destaca Eduardo.

Ele explica que o novo espaço será ocupado de maneira gradativa. Durante a primeira etapa, está prevista a instalação de uma fábrica de molhos. Em seguida, a empresa irá implantar uma unidade dedicada à produção de especiarias, além de castanhas, frutas secas, geleias e até chocolate.
Com isso, parte da atual estrutura que funciona no Jardim Helvécia, em Aparecida de Goiânia, será transferida para o novo complexo, mas não será desativada completamente até a completa migração, conforme pontua Eduardo.
Não estamos construindo apenas uma fábrica. Estamos criando um complexo industrial preparado para atender a demanda dos próximos anos e lançar novos produtos.
Geração de empregos e impacto do Dianot
Eduardo destaca que a implantação no novo distritro agroindustrial necessitará de contratação de mais mão de obra. Atualmente, são 220 pessoas trabalhando na Imperador Alimentos. No novo espaço, serão seis vezes mais o número de contratações, podendo superar os 1,2 mil colaboradores. Com mais gente trabalhando, a cadeia produtiva também aumenta, levando os produtos para novas área de Goiás, do Brasil e até mesmo internacional.
“Cada nova linha industrial representa mais empregos, mais fornecedores e mais movimentação econômica. É um crescimento que beneficia toda a cadeia produtiva”, destaca o empresário.
Eduardo assinala que o principal diferencial do Dianot, na sua visão, é encontrar um distrito com toda a infraestrutura necessária, como pavimentação asfáltica, energia elétrica, água, esgoto e tratamento de efluentes. Situação totalmente diferente da enfrentada por outros distritos goianos, como o próprio Daiag, em Aperecida, e o Daia, em Anápolis, onde esses benefícios chegaram anos depois da suas respectivas inaugurações. Com tudo isso à disposição dos empresários, diversos custos são reduzidos e há a extinção de etapas que, normalmente, atrasam a implantação de novos empreendimentos.
“Em muitos lugares o empresário precisa esperar anos até que a infraestrutura fique pronta. Aqui a estrutura chega antes da empresa e isso faz toda a diferença”, ressalta.
Eduardo destaca que a expectativa da empresa é protocolar os projetos nos órgãos competentes nas próximas semanas e iniciar a construção cerca de 60 dias depois. A edificação deverá ser concluída em aproximadamente seis meses. Neste período, ele prevê também aquirir todos os equipamentos industriais necessários. A previsão é que a fábrica comece a operar cerca de oito meses após o início das obras.
Nossa intenção é que a obra e a fabricação dos equipamentos caminhem juntas. Quando o prédio estiver pronto, queremos instalar as máquinas imediatamente para começar a produzir o mais rápido possível, finaliza.

Rei Doces quer investir em uma fábrica de 11 mil metros quadrados
Outra empresa que vai ter sede industrial do Dianot é a Rei Doces. Fundada em 2011 pelo casal Gracileny e Leandro Valim, a empresa se especializou em doces de banana e se tornou referência de produtos zero açúcar. A empresa agora mira na construção de uma nova fábrica de 11 mil metros quadrados. O novo tamanho deve aumentar de maneira considerável a capacidade produtiva e dar suporte ao crescimento da marca em todo o país.
Nossa estrutura atual já não acompanha o ritmo de crescimento da empresa. A nova fábrica representa a oportunidade de produzir mais, desenvolver novos produtos e atender mercados que ainda não alcançamos.

Segundo Gracileny, as obras da nova unidade industrial devem começar logo após a conclusão dos projetos técnicos e das últimas etapas burocráticas junto à Codego. A expectativa da empresa é começar a construção ainda neste ano, aproveitando o avanço da infraestrutura do Dianot. A previsão é que a fábrica fique pronta em cerca de um ano, quadruplicando o número de colaboradores, que hoje é de 50 funcionários.
“Nossa expectativa é começar a construção imediatamente. Enquanto a infraestrutura do distrito vai sendo concluída, queremos fazer a nossa obra caminhar junto para colocar a fábrica em operação dentro de aproximadamente um ano”, destaca.

O investimento no novo espaço será de R$ 4 milhões. Gracileny destaca a expansão da fábrica já estava no radar faz tempo e que já havia tentado obter áreas industriais em outras oportunidades, mas encontrou excesso de burocracia. Segundo ela, o modelo adotado pela Codego no Dianot valorizou empresas realmente interessadas em investir e produzir.
Entramos no processo sem grandes expectativas porque já havíamos tentado antes. Quando percebemos a transparência da seleção e a rapidez das etapas, entendemos que dessa vez seria diferente.
A empresária destaca que a fabríca ajudará no processo de ampliação da marca em território nacional. Após isso, a empresa mira um processo de exportação, com objetivo de consolidação dos produtos no mercado externo. “Primeiro queremos chegar a todos os estados brasileiros. Depois disso, nosso objetivo é levar um produto genuinamente goiano para outros países”, reforça.

Caseratto mira centro de produção para abastecer lojas
Marca conhecida na gastronomia goiana, o Caseretto também chegará ao Dianot focando na construção de um centro de produção. De acordo com Rafael Dâmaso Mendonça, sócio-proprietário da marca, a unidade industrial concentrará o preparo de alimentos, molhos e insumos utilizados pelas lojas da rede, permitindo padronizar receitas, aumentar a capacidade produtiva e dar suporte às novas unidades previstas para Goiás, Distrito Federal, Tocantins e Minas Gerais.
Atualmente, a empresa possui seis restaurantes e já trabalha em um plano de expansão para outros mercados. “Hoje cada loja produz parte dos seus insumos. Com a centralização, conseguiremos garantir exatamente o mesmo padrão de qualidade em todas as unidades, além de ganhar escala para continuar crescendo.”

Rafael destaca que a decisão de se instalar no Dianot foi motivada pela combinação de uma série de fatores, entre eles a localização, o que proporciona uma logística privilegiada, e custo acessível da área industrial. A proximidade com rodovias facilita o abastecimento das unidades atuais e futuras, o que leva a redução de despesas operacionais e aumentando a eficiência da distribuição.
“Construir uma estrutura como essa em outra região exigiria um investimento muito maior. O Dianot tornou possível um projeto que já fazia parte do nosso planejamento há vários anos”, afirma.

Segundo Rafael, o terreno para a indústria tem 2,5 mil metros quadrados. Já foram iniciados os estudos arquitetônicos da futura unidade. Segundo Rafael, a velocidade na emissão dos alvarás será fundamental para que a operação comece dentro do prazo previsto.
“A obra depende de uma sequência de autorizações. Quando esse processo acontece de forma integrada, conseguimos antecipar investimentos, contratar pessoas e colocar a fábrica para funcionar muito mais cedo”, afirma.

Dianot chega para sanar uma antiga demanda do setor produtivo
A criação do Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot) chega para concretizar uam das principais demandas do setor produtivo de Aparecida de Goiânia nas últimas décadas. A afirmação é do presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Aparecida (Aciag), Max Coelho.
Ele pontua que a entidade participou ativamente das discussões para que o projeto saísse do papel, sendo interlocutora entre empresários e poder público. Por anos, segundo Max, as empresas já demonstravam interesses em ampliar as suas atividades ou até mesmo buscando áreas para se instalarem na cidade, mas havia uma escassez de espaços industriais disponíveis no município.
Agora, a expectativa é garantir espaço para expansão não apenas das empresas, mas também econômica, com atração de investimentos e fortalecimento da vocação industrial da cidade. “Esse projeto não nasceu agora. Ele é resultado de muitos anos de diálogo e insistência do setor produtivo para mostrar que Aparecida precisava continuar crescendo industrialmente. O Dianot atende uma necessidade antiga das empresas e cria condições para que novos investimentos permaneçam no município”, afirma.

Max destaca que o Dianot é mais do que um loteamento empresarial; uma política pública de desenvolvimento econômico capaz de preparar Aparecida para as próximas décadas, aumentando sua competitividade diante de outros polos industriais do país. Segundo ele, a expectativa é que, em pleno funcionamento, 30 mil empregos sejam criados, consolidando o município como um dos principais centros industriais do Centro-Oeste.
Não estamos falando apenas de terrenos para empresas. Estamos falando de geração de renda, arrecadação, inovação e empregos. O Dianot significa planejar Aparecida para os próximos 30 ou 40 anos.

Um dos objetivos da entidade, agora, é fazer com que haja uma agilidade na aprovação de projetos e emissão das licenças ambientais, sanitárias e urbanísticas. O presidente afirma que acompanhará cada empreendimento para reduzir burocracias e assegurar que os investimentos sejam executados dentro dos prazos previstos.
“Nosso trabalho continua depois da entrega das áreas. Vamos acompanhar o empresário durante todo o processo, identificando dificuldades e mantendo o diálogo com os órgãos públicos para que nenhum investimento fique parado por excesso de burocracia”, destaca.
Expansão
Max Coelho já pontua que, antes mesmo da inauguração, diversos empresários ainda manifestam interesses em adquirir áreas no Dianot. A procura envolve empresas da indústria, logística, tecnologia, distribuição e serviços especializados, demonstrando que a demanda já supera a oferta disponível.
O sucesso do Dianot mostra que Aparecida continua sendo uma das cidades mais atrativas para quem quer investir. É natural que, mantendo esse ritmo, novas áreas industriais precisem ser planejadas, destaca.
E será que é possível já falar em expansão, antes mesmo da inaguração? O Jornal Opção foi atrás de resposta e, segundo o presidente da Codego, Luiz Antônio Oliveira Rosa, a ampliação do Dianot já é uma realidade. Segundo ele, a quantidade de empresas interessadas superou as expectativas da Codego e já levou o governo estadual a discutir, em parceria com a Prefeitura de Aparecida, o desenvolvimento do distrito antes mesmo da conclusão da primeira etapa.
Já existem empresas de outros estados e até do exterior procurando informações sobre o próximo edital. Isso mostra que o Dianot nasceu com uma demanda superior à oferta e que a expansão é um caminho natural, afirma.
Para se ter uma ideia, na primeira etapa, são 200 lotes disponíveis, sendo uma área total de 609.294,28 m². Na segunda etapa, serão 159 lotes, resultando em uma área de 572.926.76 m². A expansão deve conter mais 78 lotes, em uma área de 219.019,77 m². Somando tudo, são 437 lotes disponíveis e totalizando um distrito industrial de 1.401.240,81 m².
Luiz Antônio explica que primeira etapa do foi homologada agora. A expectativa é que o Dianot seja entregue em dezembro deste ano, já com toda a infraestrutura necessária para receber as empresas contempladas no primeiro edital. Isso inclui redes de energia elétrica, água, esgoto e demais sistemas urbanos, permitindo que os empreendimentos iniciem suas instalações sem depender de obras complementares do poder público.

Ele conta ainda que, no inicio, essa primeira etapa iria abrigar apenas 32 empresas, mas, depois de um intenso processo de negociação individual com cada empresário para otimizar o aproveitamento dos terrenos – que resultou em mais de 69 horas de reuniões técnicas -, foi possível reorganizar as áreas e atender 67 empreendimentos sem necessidade de ampliar o espaço disponível. Reforço: essa quantidade de empresas é apenas referentes à primeira etapa do Dianot.
“Conversamos empresa por empresa para adequar projetos e áreas. Isso permitiu praticamente dobrar o número de contemplados sem comprometer a qualidade do distrito. O Dianot ficará pronto por volta de dezembro com toda a sua infraestrutura concluída: energia, água, esgoto e tudo o que é necessário para receber as empresas. É algo inédito em Goiás, porque o distrito já nasce preparado para receber 100% dos empreendimentos, diferente de outros polos que cresceram junto com a infraestrutura”, destaca.
O presidente da Codego destaca ainda que a segunda etapa do Dianot deve ter o edital aberto em setembro. Luiz afirma que a intenção é aproveitar a experiência da primeira fase para tornar o processo mais simples e eficiente, preservando os critérios técnicos. “Aprendemos muito com a primeira etapa. Agora vamos apresentar um edital mais moderno, mantendo a transparência e facilitando a participação das empresas”, reforça.




