Vereador deixa plenário e impede votação de projeto de própria autoria que acaba com produtividade por multas em Goiânia
14 julho 2026 às 13h26

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O vereador Sanches da Federal (PP) se retirou do plenário, nesta terça-feira, 14, para impedir a votação do seu projeto que pretende encerrar a produtividade por multas para agentes. A iniciativa pretende acabar com a utilização do número de multas aplicadas como critério para bonificação de agentes de trânsito da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET). A proposta tem teor semelhante ao decreto assinado pelo prefeito Sandro Mabel (União Brasil), que já suspendeu administrativamente esse modelo de avaliação de desempenho.
A retirada ocorreu após o projeto enfrentar forte resistência durante a sessão da Câmara de Goiânia, marcada pela presença de dezenas de agentes de trânsito nas galerias do plenário. Antes da decisão, o vereador Coronel Urzeda (PL) apresentou um pedido de diligência para que a matéria fosse analisada com mais profundidade, mas o requerimento foi rejeitado pelos vereadores.
Na sequência, Sanches tentou retirar o projeto da pauta. Como a matéria já havia sido incluída para votação, o regimento exigia que o próprio autor deixasse o plenário para que a proposta fosse retirada automaticamente. O parlamentar, então, se ausentou da sessão, impedindo a apreciação do texto.
Apesar do recuo momentâneo, Sanches afirmou, em entrevista ao Jornal Opção, que pretende reapresentar o projeto para votação em breve. Segundo ele, a proposta continua sendo uma das prioridades do mandato.
“É um dos projetos mais importantes que eu tenho no meu mandato. É um texto que dá segurança jurídica para todo cidadão goianiense. A partir dessa pontuação por multa dos agentes, as infrações dispararam 100%, 200%, 300% e até 1.000% em alguns casos. Nós temos que sanar essa irregularidade e, através da portaria do prefeito e da minha lei, vamos fazer isso”, afirmou.
O vereador também atribuiu a resistência enfrentada no plenário à mobilização dos servidores. “Existe muito interesse político, interesse pessoal e aí a pressão dos agentes de trânsito aqui no plenário fez com que algumas pessoas talvez quisessem fazer um sinal para eles e esquecer um pouquinho da sociedade como um todo. Porque a gente não pode privilegiar 250 agentes de trânsito que não perdem nada com a lei e desprivilegiar ou deixar desamparado um milhão e meio de cidadãos goianienses”, declarou.
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