Um projeto elaborado pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Fios Soltos pretende mudar a forma como as redes de energia e telecomunicações são instaladas em Goiânia. A proposta prevê que novos loteamentos e empreendimentos utilizem exclusivamente redes subterrâneas, proibindo a instalação de novas fiações aéreas. Além disso, o texto sugere a substituição gradual da fiação no Centro da capital, em alinhamento com o programa Viva o Centro.

Segundo o presidente da CEI, vereador Urzeda (PL), o documento será entregue ao prefeito como uma sugestão de um novo código de infraestrutura urbana. A intenção é que o Executivo encaminhe o texto à Câmara, evitando questionamentos sobre vício de iniciativa. A vereadora Kátia (PT) afirmou que a proposta pode aproveitar estruturas subterrâneas já existentes em parte da região central, como na Rua 8, onde as obras de revitalização utilizam esse modelo.

“Os novos loteamentos que surgirem terão que ser subterrâneos, não poderão ser mais aéreos. E a gente quer que o Centro seja uma ideia também. Eu sei que é caro, mas já existe uma certa estrutura na Rua 8 para a gente poder tornar subterrâneo também”, afirmou o vereador Urzeda.

Urzeda explicou que a proposta ainda não conta com estimativa de custos justamente porque caberá ao Executivo elaborar o projeto definitivo. “Estamos entregando um presente para o prefeito. Ele poderá aprimorar o texto, acrescentar o que entender necessário e encaminhá-lo para a Câmara”, disse.

A iniciativa também leva o nome de Natály Rodrigues do Nascimento, jovem que morreu após ser atingida por um fio solto na região central de Goiânia. Para os integrantes da CEI, o projeto busca evitar novos acidentes provocados pela desorganização da infraestrutura aérea da cidade.

Centro já possui trechos com infraestrutura subterrânea

Durante entrevista ao Jornal Opção, a vereadora Kátia (PT), integrante da comissão, afirmou que a Rua 8, conhecida como Rua do Lazer, já possui infraestrutura subterrânea, utilizada nas obras de revitalização da região. Segundo ela, outras vias importantes do Centro também podem contar com estruturas semelhantes.

“Na rua do Lazer eu tenho certeza, porque nós estamos lá e estamos movimentando, mas eu suspeito, eu imagino, que as principais avenidas dentro do manto de Nossa Senhora têm”, comentou.

A parlamentar explicou que parte da infraestrutura subterrânea remonta a intervenções antigas realizadas na região central, o que pode facilitar uma futura ampliação da rede enterrada caso a proposta avance.

Se for adotado pela Prefeitura e aprovado pela Câmara, o projeto poderá representar uma mudança gradual na paisagem urbana de Goiânia, reduzindo a quantidade de cabos nos postes, diminuindo a poluição visual e buscando aumentar a segurança da população, especialmente em áreas de maior circulação.

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