“Não vai terminar em pizza”, diz presidente do Conselho de Ética da Alego sobre casos envolvendo Amauri Ribeiro, Bia de Lima e Major Araújo
26 maio 2026 às 16h41
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O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) avançou na análise das representações envolvendo os deputados Amauri Ribeiro (PL) e Bia de Lima (PT). Em entrevista nesta terça-feira, 26, o presidente do colegiado, deputado estadual Charles Bento, afirmou que a comissão já definiu os relatores dos processos e ouviu testemunhas em uma reunião que durou cerca de quatro horas.
Segundo Charles Bento, foram discutidas três representações: a do PT contra Amauri Ribeiro, a de Bia de Lima contra Amauri e a de Amauri contra Bia de Lima. O deputado informou que os processos já tiveram relatores designados.
“Os relatores já foram definidos. O deputado Dr. George Morais ficará responsável por um dos processos, enquanto a deputada Rosângela Rezende será relatora de outra representação”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, a comissão ouviu entre quatro e cinco testemunhas que estavam presentes no episódio que motivou os pedidos de investigação, tanto no plenário quanto na área conhecida como “cafezinho” da Assembleia.
“Acreditamos que esse desfecho será resolvido o mais rápido possível”, declarou.
Charles Bento ressaltou que a definição sobre eventuais punições caberá aos relatores dos processos e posteriormente ao plenário da Casa. Segundo ele, após a elaboração dos pareceres, os deputados deverão votar os encaminhamentos. “Após a apreciação do plenário, se houver punição, ela vai acontecer a partir daquilo”, explicou.
O presidente do Conselho de Ética também afirmou que pretende propor mudanças no regimento interno da comissão para permitir punições sumárias em determinados casos, reduzindo a tramitação entre corregedoria, mesa diretora e conselho.
“Queremos alterar algumas coisas no regimento para que coíba justamente essas situações, porque é a sensação de impunidade que causa tudo isso”, disse.
Ao comentar críticas sobre a possibilidade de os processos não avançarem, Charles Bento negou qualquer tentativa de blindagem dentro da Alego. “Perguntaram se terminaria tudo em pizza. Eu falei que não terminou e nem vai terminar. Aqui nessa Casa a gente não deixa passar nada em branco”, afirmou.
O deputado também explicou que representações apresentadas por pessoas externas ao Parlamento não avançam no Conselho de Ética. Segundo ele, pedidos feitos pelo prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), contra o deputado Clécio Alves, além de manifestações do coronel Raiado, foram arquivados antes mesmo de chegarem à comissão, por não se enquadrarem nas regras do colegiado.
Já o caso envolvendo Amauri Ribeiro e o deputado Major Araújo ainda não chegou oficialmente ao Conselho de Ética. Charles Bento afirmou que, assim que a representação for protocolada, pretende convocar uma nova reunião para análise do caso.
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