O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), afirmou na terça-feira, 21, que pretende realizar um levantamento de prefeitos e vereadores do partido que não estão divulgando a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

A iniciativa, segundo ele, busca identificar lideranças locais que não estariam engajadas na campanha e levar o tema à executiva do partido. De acordo com Carlos Bolsonaro, a ideia é “corrigir” a postura de integrantes do PL que, na avaliação dele, não demonstram apoio público ao projeto eleitoral do irmão.

“É estarrecedor perceber que a esmagadora maioria não tem sequer uma postagem sobre o tema há mais de quatro meses desde o início da corrida eleitoral”, declarou.

O movimento ocorre em meio a tensões internas na direita, incluindo divergências dentro do próprio Partido Liberal. Carlos e Eduardo Bolsonaro têm protagonizado embates com nomes influentes do campo conservador, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Em outra manifestação, Carlos reforçou a necessidade de engajamento político nas redes sociais. Segundo ele, demonstrar apoio público, ainda que com ações básicas como postagens, é fundamental para fortalecer a candidatura. Ele também incentivou apoiadores a cobrarem, de forma respeitosa, posicionamentos de lideranças locais do partido.

As divergências ganharam novos capítulos neste mês após críticas públicas de Eduardo Bolsonaro a Nikolas Ferreira. O ex-deputado classificou o parlamentar mineiro como uma “versão caricata de si mesmo” e afirmou que houve desrespeito à sua família.

O conflito teve início após Nikolas publicar conteúdo de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo referências a debates envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

A postagem, embora alinhada ao discurso bolsonarista, gerou incômodo em Eduardo, que já havia criticado o perfil responsável pelo conteúdo. Em entrevista recente, Nikolas Ferreira reagiu às críticas e afirmou que tem sido alvo de “ataques unilaterais”.

O deputado também mencionou a existência de integrantes da direita que, segundo ele, “se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que, na sua avaliação, contribui para afastar aliados.

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