Nova ferramenta de mapeamento da Prefeitura de Goiânia deve auxiliar na fiscalização e orientar políticas públicas
22 abril 2026 às 15h05

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O prefeito Sandro Mabel (UB) apresentou nesta quarta-feira, 22, o Mapa 360 Goiânia, ferramenta que reúne e integra informações territoriais da capital. Entre os destaques, a plataforma permite o monitoramento e a execução de políticas públicas com maior precisão. Além disso, o sistema que custou cerca R$ 40 milhões auxilia na fiscalização ao identificar, por exemplo, imóveis não registrados e inadimplentes.
A ferramenta funciona como uma base cartográfica dinâmica, alimentando Sistemas de Informação Geográfica (SIG), com dados atualizados continuamente. Na prática, atua como um panorama detalhado da cidade, oferecendo suporte técnico para decisões estratégicas da administração municipal.
“Ele não é apenas um ‘raio-x’, mas uma plataforma que reúne dados dinâmicos, atualizados constantemente”, afirmou o prefeito em coletiva de imprensa. “A ferramenta contribui para o planejamento da cidade e para a otimização dos recursos públicos, já que, hoje, muitas decisões são tomadas de forma equivocada pela ausência de um sistema como esse. Ela permite indicar onde instalar determinados equipamentos públicos, orientar mudanças no sistema viário e também atuar na área tributária”, explicou.
Para exemplificar, o prefeito afirmou que há milhares de imóveis sem registro em Goiânia que não pagam os devidos impostos. “Um dos principais potenciais da ferramenta está justamente na área de arrecadação, ao permitir que o município identifique receitas que podem ser recuperadas. Há cerca de 46 mil imóveis em que o proprietário nunca regularizou o registro, o que impede a cobrança adequada”, explicou.
O prefeito também disse que a plataforma já vem auxiliando na gestão. “As reuniões se tornam mais produtivas, com secretários e equipes reunidos, e as decisões são tomadas com mais agilidade, já que os dados estão disponíveis. Isso permitirá, por exemplo, reorganizar os postos de saúde ainda nesta semana, considerando a migração da população, a localização dos equipamentos e a necessidade de deslocamento”, afirmou.
Atualmente, o sistema já está disponível para a administração municipal e será liberado aos cidadãos em um formato mais restrito. Nesse caso, a população poderá visualizar equipamentos turísticos, museus, postos de saúde e hospitais, em uma plataforma semelhante ao Google Earth e outros programa e aplicativos de mapeamento virtual.
Mabel informou que a base de dados será atualizada a cada dois ou três anos por meio de voos de mapeamento. Também destacou que o sistema foi contratado na gestão passada por R$ 40 milhões, mas foi mantido pela atual administração, com possibilidade de novos investimentos. “Trata-se de um investimento que pode gerar retorno, especialmente na área de arrecadação”, concluiu.
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