Alego suspende Amauri Ribeiro, mas barra andamento de investigação criminal
11 junho 2026 às 12h52

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Os deputados da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovaram, nesta quinta-feira, 11, o projeto de decreto legislativo que susta a investigação penal conduzida pelo Ministério Público contra o deputado estadual Amauri Ribeiro (PL). A matéria foi aprovada por 28 votos favoráveis e três contrários.
Mais cedo, os mesmos parlamentares haviam aprovado outro decreto legislativo que confirmou a suspensão das prerrogativas parlamentares de Amauri por 30 dias, com 23 votos favoráveis.
Com isso, o parlamentar ficará afastado do exercício das prerrogativas legislativas pelo período determinado. Ao mesmo tempo, a suspensão da investigação poderá interromper o andamento da apuração criminal enquanto perdurar o mandato, caso a medida seja mantida. A justificativa apresentada pelos defensores do decreto se baseia na imunidade parlamentar.
“Não entendemos que a imunidade parlamentar se aplica nesse caso”, afirmou o deputado estadual Mauro Rubem ao Jornal Opção.
O parlamentar também criticou a tramitação da matéria. Segundo ele, uma emenda apresentada para suspender essa matéria foi rejeitada pelo presidente da Casa, Bruno Peixoto. O presidente defendeu que requerimentos legislativos não recebem emendas. “A Mesa Diretora não está tratando devidamente esta matéria”, declarou.
A deputada estadual Bia de Lima (PT) também criticou os parlamentares que votaram favoravelmente ao decreto. Segundo ela, os deputados “não querem que a Justiça seja feita e a lei seja cumprida”.
O caso que deu origem ao processo ocorreu em maio de 2025, quando Amauri Ribeiro teria sugerido que a deputada petista praticava atividades relacionadas à pedofilia. Em resposta, foram apresentadas representações ao Conselho de Ética da Alego e à Justiça Eleitoral por suposta violência política de gênero. O caso era apurado pelo Ministério Público Eleitoral.
Ao Jornal Opção, Mauro Rubem afirmou que ingressou com medida judicial para tentar suspender os efeitos do decreto e manter as investigações em andamento.
Deputado suspenso
Mais cedo, os parlamentares aprovaram o decreto legislativo que suspende as prerrogativas parlamentares de Amauri Ribeiro por 30 dias. O documento foi elaborado com base no relatório do Conselho de Ética da Casa, presidido pelo deputado estadual Charles Bento, tendo como relator o deputado estadual Dr. George Morais.
Em sua defesa, Amauri afirmou, da tribuna, que não concordava com a punição e alegou ter sido alvo recorrente de ofensas por parte da parlamentar petista. “Não estou sendo punido por palavras de baixo escalão porque outros deputados deveriam ser punidos da mesma forma”, declarou.
O parlamentar também argumentou que o episódio representa um embate político entre “um deputado de direita e uma deputada de esquerda”.
Com a aprovação do decreto, Amauri terá suas atividades parlamentares suspensas a partir desta sexta-feira, 12.
Conforme havia apurado a reportagem, uma punição de 10 dias para a deputada Bia de Lima (PT) foi proposta pelo Conselho. Contudo, ela não foi incluída na matéria.
Leia também: Amauri Ribeiro terá prerrogativas parlamentares suspensas por 30 dias após decisão do Conselho de Ética



