PF faz buscas na casa de Bolsonaro por armas após ordem de Moraes, mas não encontra armamentos
08 julho 2026 às 10h01

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A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira, 8, uma operação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para cumprir um mandado de busca e apreensão voltado à localização de armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro. Segundo a defesa do ex-presidente, nenhum dos itens previstos na decisão judicial foi encontrado.
De acordo com os advogados, a diligência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A Polícia Federal confirmou a realização da operação, mas não divulgou detalhes sobre o cumprimento do mandado.
Conforme apuração, a equipe da PF permaneceu por menos de uma hora no imóvel, localizado no Jardim Botânico, em Brasília. A ação foi considerada rápida e transcorreu sem intercorrências.
A busca ocorre poucos dias após Moraes manter Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão e teve o benefício concedido inicialmente por 90 dias para tratamento de uma broncopneumonia. O prazo foi posteriormente prorrogado.
Na decisão mais recente, o ministro também determinou a revogação do Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro e ordenou a apreensão de todas as armas de fogo vinculadas ao ex-presidente. Para Moraes, a condição atual do ex-chefe do Executivo é incompatível com a manutenção de armamentos.
Em resposta ao STF, a defesa informou que, das dez armas mencionadas na decisão, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto outras oito estariam armazenadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Após a manifestação da defesa, Moraes determinou que o Exército entregasse essas armas à Polícia Federal em até 48 horas e solicitou que a corporação confirmasse a guarda dos armamentos já recolhidos.
No último domingo, 6, porém, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que apenas seis das oito armas indicadas pela defesa estavam sob sua custódia e haviam sido repassadas à Polícia Federal, o que abriu um novo capítulo no caso e motivou novas verificações sobre a localização do restante do armamento.
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