Márcio Canella é solto quatro dias após prisão por porte de fuzil
11 julho 2026 às 12h52

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União Brasil), preso há quatro dias durante uma operação da Polícia Federal (PF). A decisão foi tomada na noite de sexta-feira, 10, e a saída do político do Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, em Bangu 8, está prevista para este sábado, 11.
Canella havia sido preso em flagrante na última terça-feira, 7, após agentes encontrarem um fuzil calibre .556 dentro do veículo em que ele estava durante a sexta fase da Operação Unha e Carne.
Na decisão, Moraes autorizou que o ex-prefeito responda às investigações em liberdade, mas impôs uma série de medidas cautelares. Canella deverá usar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte, ficará impedido de portar armas e continuará à disposição da Justiça durante o andamento do processo.
O policial militar que fazia a segurança do ex-prefeito e também foi preso na ocorrência será colocado em liberdade.
Ao pedir a revogação da prisão, a defesa alegou que o armamento apreendido pertencia ao policial responsável pela segurança de Canella. Alexandre de Moraes afirmou que essa versão ainda será analisada ao longo das investigações e não representa, neste momento, uma conclusão sobre o caso.
Apesar da soltura, o inquérito permanece em andamento.
Canella era alvo de um mandado de busca e apreensão quando acabou preso em flagrante. A Operação Unha e Carne investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que, segundo a Polícia Federal, movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
As investigações tiveram início após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações financeiras consideradas atípicas. Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados durante o inquérito.
Pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella renunciou ao cargo de prefeito de Belford Roxo em abril deste ano para disputar as eleições de 2026. Aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele é um dos nomes da federação União Brasil-PP na corrida por uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.



