Notícias

Encontramos 146297 resultados
Vanderlan é quem mais perde com candidatura de Iris

Ex-prefeito de Senador Canedo corre o risco de, mesmo que faça tudo certinho, ser atropelado e não conseguir ir ao segundo turno; até aqui ele tem os mesmos índices que recebeu na eleição de 2010 [caption id="attachment_836" align="alignleft" width="240"]Candidato do PSB ao governo, Vanderlan Cardoso: muitas dificuldades no caminho de um obstinado  | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Candidato do PSB ao governo, Vanderlan Cardoso: muitas dificuldades no caminho de um obstinado | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Em 2010, na eleição para o governo estadual, o candidato da Coligação Goiás no Rumo Certo (PP, PDT, PTN, PSC, PR, PSDC, PSB, PV e PRP), Vanderlan Cardoso (então no PR), ficou em terceiro lu­gar e, consequentemente, não chegou ao segundo turno. Ele obteve e­xa­tos 502.462 votos, ou seja, 16,62%. Foi uma votação boa ou ruim? Depende. Boa, considerando que Vanderlan era um político que vinha de dois mandatos de uma prefeitura pequena, Senador Canedo. Ruim, se lembrarmos que ele era o candidato apoiado pelo governo estadual, com as vantagens que isso inquestionavelmente proporciona. O problema é que o governador a apoiar Vanderlan era Alcides Rodrigues, o que evidentemente contou negativamente para o candidato. Imediatamente após a eleição, cujo segundo turno foi vencido por Marconi Perillo (PSDB) na disputa com Iris Rezende (PMDB), Vanderlan Cardoso deu início ao seu projeto Palácio das Esmeraldas. Desde então, ele nunca escondeu seu desejo de ser governador de Goiás e que seria candidato ao cargo novamente em 2014. Nesse ponto, se faz necessário relembrarmos os números da pesquisa Serpes divulgada há uma semana, em quatro cenários simulados, todos com a presença de Mar­coni, tido como o único nome da base aliada, e de Vanderlan, hoje no PSB, também o único nome da chamada terceira via. Cenário 1: Mar­coni 37,5%; Vanderlan 12,9%; Júnior Friboi (PMDB) 12,2%; e Antônio Gomide (PT) 9,1%. Cenário 2: Marconi 34,5%; Iris 26,6%; Vanderlan 12,9% e Gomide 8,4%. Cenário 3: Marconi 41,8%; Vanderlan 16,4%; Friboi 14,6%. Cenário 4: Marconi 36,2%; Iris 29,6%; Vanderlan 16,7%. Analisemos algumas curiosidades no que se refere a Vanderlan Car­doso. No cenário 4, em que tem sua melhor pontuação, 16,7%, ele está em terceiro lugar, justamente na disputa direta com Marconi e Iris. Ou seja, exatamente o que aconteceu em 2010, quando ficou em terceiro lugar e viu esses dois adversários irem ao segundo turno. E em dois cenários, o 1 e 3, o ex-prefeito de Senador Canedo está em segundo lugar, com índices 12,9% e 16,4%, respectivamente. Curiosa­mente, nesses dois cenários, Iris Rezende não participa. Isso permite uma leitura clara: uma parte do eleitorado de Iris tende a migrar para Vanderlan Cardoso. Como Marconi lidera em todos os cenários, é de supor sem nenhuma dificuldade que inevitavelmente ele estará no segundo turno. Então, a briga dos adversários do tucano é pelo segundo lugar, para ir ao eventual segundo turno com Marconi. Portanto, Van­derlan Cardoso deve torcer para que Iris Rezende não seja candidato ao governo. Porque se Iris entrar, já era. Sem Iris Rezende no páreo, o que a cada dia se torna mais improvável, Vanderlan Cardoso tem aumentada sua competitividade. Isso significa que o sucesso do candidato do PSB está amarrado a circunstâncias alheias. Ou seja, mesmo que ele faça tudo certinho, pode morrer na praia, mercê de um nome mais forte em totais condições de atropelá-lo na corrida, sem nem lhe dar chance de ir ao segundo round. E há mais um fator a preocupar Vanderlan Cardoso, os índices da pesquisa espontânea. Ele teve apenas 2% de lembrança, contra 11,7% de Marconi e 3% de Iris — Friboi 1,7% e Gomide 0,7%. Se apenas 2% do eleitorado espontaneamente lembra o nome de Vanderlan Cardoso, é sinal de que seus cinco anos de campanha não ajudaram muito até agora. O bom em saber disso a mais de quatro meses da campanha propriamente dita, com rádio e TV, é que ele pode se desdobrar nesse trabalho até lá. E é um baita trabalho a esperar o candidato e sua equipe. A favor de Vanderlan Cardoso tem sua tenacidade e obstinação. Em nome desse pro­jeto, ele saiu do PR para o PMDB, onde ficou poucos meses e, ao perceber que dificilmente teria co­mo alijar Iris Rezende da preferência interna do partido, foi para o atual PSB, de onde saíra Júnior Fri­boi (PMDB), que continua controlando a maioria de suas lideranças. Essa mudança partidária em tão curto espaço de tempo pode dar ao eleitor a noção de Vanderlan é instável. Ele mesmo não admite essa dificuldade. Há alguns dias, em entrevista ao Jornal Opção, para se defender ele sacou o argumento de que Marconi Perillo também mudou de partido. Ou seja, misturou alhos com bugalhos, ao se comparar com quem em 30 anos de política só teve um sigla diferente antes, e não se mudou com o objetivo único de ser candidato a um cargo específico. Em sua tenacidade política, o candidato do PSB tem a clara obsessão de ser o inquilino do Palácio das Esmeraldas. Na mesma entrevista referida antes, lembrado de suas dificuldades sobre alianças, Vanderlan respondeu: “Pelo jeito, vocês não me conhecem. Já passei por isso uma vez. Não sei se vocês acompanharam a eleição de Senador Canedo em 2004. Cheguei à convenção sozinho. Não achei um vice. Diziam que era humanamente impossível ganhar do governo do Estado — que era o mesmo que está aí — e dos coronéis do município, com seu poderio. Não havia partido coligado e o PR tinha cinco candidatos a vereador — um deles teve sete votos. Ninguém queria ser vice. Ninguém acreditava. Comecei a campanha de 2004 com 1,5% das intenções de voto, que vinham dos funcionários da minha empresa. O restante da população não me conhecia, era só de ouvir falar. Portanto, vocês podem ter certeza — e eu falo olhando no olho de cada um: quanto mais dificuldade, mais eu me animo.” Repetindo, tenacidade é o que não falta ao homem. E não vai aqui nenhuma crítica a esse desejo ardente, pelo contrário. Que o poder seja mesmo exercido por quem tem vontade inabalável de tomá-lo, desde que o faça dentro do jogo democrático, o que Vanderlan está fazendo. Verdade que o socialista aqui e ali comete excessos verbais e dá “caneladas”. Na sua ênfase em detratar a administração atual, muitas vezes ele “chuta” dados errados. E fazer críticas sem fundamentação rigorosa pode ser um tiro no próprio pé, já que Goiás, com todos os problemas que enfrenta, e são muitos, é um dos Estados mais arrumados do ponto de vista econômico, com as contas equilibradas e realizando obras. Calibrar o discurso pode ser mais uma dificuldade para Vanderlan Cardoso.

A Escócia à procura da independência

Após a Crimeia separar-se da Ucrânia, os escoceses vão votar se seu país sai ou não do Reino Unido

Oposição protocola requerimento para criar a CPI da Petrobras

Senadores de oposição formalizaram pedido de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) e o protocolaram na quinta-feira, 27, na secretaria-geral da mesa do Senado

Bakunin: agitador, internacionalista, libertário e antiautoritário

Teórico político russo, Mikhail Bakunin foi um dos principais expoentes do anarquismo no século 19. Além de seu legado político e filosófico, Bakunin tornou-se um símbolo do antiautoritarismo no mundo das ideias

A vida de ex-presidente

A ex-Presidência é um despir-se de grandezas; é um voltar a si, um diminuir de semideus à estatura humana, devidamente enquadrada. Deixará de ser notícia, como se uma borracha invisível conspirasse contra sua onipresença sufocante

O golpe visto da janela de minha casa

“Tomei coragem e desci à rua e vi quando alguns daqueles homens que estavam acuados na parte de cima do sindicato desceram as escadarias, sob a mira de metralhadoras, e entraram numa espécie de ‘corredor polonês’ aos tapas e pescoções em direção a um caminhão coberto”

“Rio 2” nos engana. Felizmente, aliás

Por mais propagandista e oportuno que “Rio 2” possa soar, o que importa mesmo é sua mensagem ambiental às crianças

José Miguel Wisnik e a harmonia dos contrários

Em “Valsa Azul”, uma das canções que compõem o CD “Pérolas aos Poucos”, de José Miguel Wisnik, a harmonização dos contrários se dá por meio de um procedimento de inversão. Subitamente, o eu-lírico testifica o enlace entre o alto e o baixo, entre o físico e o metafísico, e o divino faz-se telúrico

Por mim, linchamos o miserável e depois vamos à missa

“O moleque ter sobrevivido foi obra de Deus”, disse o vendedor de loterias, que era crente feito o cão (se me permitem o chiste herético)

Os possíveis novos deputados federais

A renovação da representação do Tocantins na Câmara Federal sempre foi baixa, mas este ano pode aumentar por causa da quantidade de candidatos competitivos que estão entrando na briga com condições de tomar o lugar de nomes tradicionais

Marcelo Miranda terá de administrar vantagem

[caption id="attachment_780" align="alignleft" width="620"]Ex-governador Marcelo Miranda: líder disparado nas pesquisas | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Ex-governador Marcelo Miranda: líder disparado nas pesquisas | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Está virando uma percepção generalizada. Se Marcelo Miranda (PMDB) for candidato a governador não tem pra ninguém. É o que se ouve nas ruas quando o assunto é a sucessão estadual. Marcelo é o que pode se chamar de bola da vez. Precisa, porém, ter competência para administrar o jogo com larga vantagem.

Lelis diz que encontros revelam desejo de mudança

O deputado Marcelo Lelis voltou da região sul entusiasmado com a receptividade ao projeto de candidatura própria do PV. O deputado, que é pré-candidato ao governo, relata que em Gurupi cerca de 350 líderes de municípios da região sul lotaram o plenário da Câmara Municipal para ouvir as suas propostas. “Estamos sentindo que o povo quer mudança e que o nosso projeto inspira confiança”, comentou o deputado, ao fazer um balanço positivo do PV na estrada.

Nogueira pode assumir cadeira na Câmara

O ex-presidente regional do PT Donizeti Nogueira (PT) confirma expectativa de assumir cadeira na Câ­mara Federal nos próximos dias. O dirigente revela entendimento com o deputado César Halum (PRB), que vai entrar com pedido de licença, para que o suplente possa assumir. Será um passo importante para o PT do Tocantins eleger deputado federal. No­gueira continua sendo a principal aposta.

Mourão não tem pressa de iniciar pré-campanha

Pré-candidato do PT, o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão não tem pressa de botar o bloco na rua. Mourão acredita que independentemente de o PT ter ou não candidato próprio, o mais importante é construir a unidade das oposições já no primeiro turno, pois tem condições reais de vencer as eleições. O petista é um nome fundamental na construção dessa união. O ex-prefeito, que participou da caravana do PT, disse ter sentido de perto o desejo de mudança que, segundo ele, ecoa por todo o Estado.