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Na semana em que o governador Marconi Perillo, e seu secretário Joaquim Mesquita, são convidados para falar sobre segurança pública em Goiás no TCU, em Brasília, o candidato petista Antônio Gomide, não poupou críticas pelo Twitter: “Goiás é o 2º Estado mais violento do Brasil. Mudar isso é nossa prioridade. Valorizar os policiais e realizar políticas públicas de apoio”. O ex-prefeito de Anápolis, tem pesado nas críticas aos tucanos. Em relação ao governo estadual sobra assunto. Sobre o cenário federal também. Gomide tem deixado claro seu apoio à presidente Dilma Rousseff e, por isso, não economiza no que chama de não aprovação do tucanato. Ele disse: “Temos visto pelos municípios a aprovação das pessoas a presidenta @dilmabr. Muito diferente do que se vê em relação ao governo PSDB.”
O governador Marconi Perillo (PSDB) é pragmático. Em 2002, o presidente FHC deu a palavra a Henrique Meirelles de que seria o candidato tucano a senador. Marconi, que conhece a realidade local, convenceu FHC de que para a chapa era melhor contar com Lúcia Vânia. O goiano elegeu a chapa completa.
Em 2010, integrantes do PSDB e alguns de seu círculo mais próximo repugnavam a aliança com o DEM, que criticava Marconi. O senador foi prático: como precisava dos democratas, deu a eles a vice e a vaga de senador. Elegeu todos.
Neste ano, alguns aliados do governador não querem Ronaldo Caiado na chapa como candidato a senador. A Verus mostra Caiado com 38,8%. Antônio Gomide tem 19,6%. No Serpes, Caiado perde apenas para Iris. Muitos opinam. Mas é Marconi quem decide a chapa. Não adianta pressionar.
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Líderes de três partidos fizeram um pacto contra uma possível aliança entre o governador Marconi Perillo (PSDB) e o deputado federal Ronaldo Caiado. Eles querem evitar que o presidente do DEM seja candidato a senador na chapa do tucano. O front dos neo-cruzados é comandado por Jalles Fontoura (PSDB), Vilmar Rocha (PSD) e José Eliton (PP).
Fontoura é prefeito de Goianésia e é empresário conceituado. Rocha é deputado federal e é apontado como um político ético, altamente eficiente e intelectualmente dotado. Pertence à intelligentsia da Câmara dos Deputados. O menos inexperiente, o que não quer dizer inexpressivo, é o vice-governador Eliton. Isolados, têm pouca força. Juntos, lideram praticamente um “batalhão”, sobretudo representam partidos políticos expressivos.
A artilharia do trio já disparou alguns tiros de canhão contra o líder do DEM e tem mais munição. Eliton teria sido responsável pela elaboração do dossiê em que aparecem falas de Caiado criticando Marconi com aspereza. A guerra está declarada. Eliton, que não gostava de Rocha e chegou a atacá-lo com virulência, quando aliado de Caiado, agora se comporta como se fosse seu amigo de jardim de infância.
Os deputados Helder Valin (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa, e Helio de Sousa (DEM) teriam, por intermédio de um pacto secreto, decidido “segurar” e não rejeitar as contas do ex-governador Alcides Rodrigues. Helio de Sousa foi secretário da Saúde do governo Alcides Rodrigues e era muito ligado ao seu secretário de Finanças, Jorcelino Braga. Valin foi líder do governo do ex-pepista. Tutti buona gente! Quando procurado, Helder Valin tenta passar a batata quente para o deputado tucano Fábio Sousa, líder do governo Marconi Perillo. Helder Valin quer ser conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Teria independência para julgar contas?
O pré-candidato a governador de Goiás pelo PSB, Vanderlan Cardoso, vai concentrar seus esforços nas grandes cidades de Goiás, notadamente na Grande Goiânia. Ele tem alegado aos correligionários que não tem estrutura financeira para bancar uma campanha em todo o Estado. Estaria até agastado com a “pedição” do povo e, sobretudo, dos políticos. A concentração na Grande Goiânia não tem a ver, porém, tão-somente com a eleição de 5 de outubro deste ano. Vanderlan está convencido que, para ter chance de ser eleito governador de Goiás, precisará se tornar mais conhecido e, por isso, estaria disposto a disputar mandato de prefeito de Goiânia, em 2016.
O ex-senador Demóstenes Torres não pode disputar mandato, mas não está morto politicamente. Ele tem articulado candidaturas de aliados e tem marcado presença em reuniões de pelo menos dois partidos, o PMN de Walter Paulo Santiago e o PSL de Dário Paiva. O ex-líder do DEM tem atuado como uma espécie de conselheiro. Detalhe: é ouvido, respeitado e acatado.
Apontado como milionário, Walter Paulo será candidato a deputado federal. Dário Paiva, que se apresenta como fã de Demóstenes, não vai disputar mandato, apesar da pressão de seus correligionários.
Os aliados do ex-senador afirmam que, se ele pudesse disputar mandato em 2014, provavelmente seria eleito. “Tanto para senador quanto para deputado federal. O espaço de Demóstenes, que tinha um discurso liberal forte, em defesa da família, contra os ‘aborteiros’, e propunha uma segurança pública mais rigorosa, está vazio. Os evangélicos tentaram ocupá-lo, mas não conseguiram”, afirma um aliado do empresário Walter Paulo.
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Antônio Gomide: programa de televisão será essencial para se expor e divulgar seu projeto de governo | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Um aliado do pré-candidato do PT ao governo de Goiás, Antônio Gomide, disse que comentam que o petista não tem estrutura e que, por isso, dificilmente será eleito. “Ora, se Antônio Roberto não tem chance, por que tanta menção ao seu nome? O fato é que as eleições deste ano vão ser decididas pelas ‘ruas’, por um eleitorado insatisfeito com os serviços básicos nas áreas de transporte, saúde, educação e segurança pública. Não é a estrutura que vai levar um candidato ao poder. A estrutura, sobretudo se excessiva, pode derrotar certos candidatos.”
Nas conversas com o Jornal Opção, Gomide não demonstra desânimo algum e frisa que deixou a Prefeitura de Anápolis para ser candidato a governador. O petista avalia que está crescendo na medida em que seu nome vai sendo exposto. Oficializada a candidatura, em convenção, o eleitor terá, finalmente, certeza de que será candidato e, com isso, aposta que crescerá nas pesquisas. O petista tem avaliado que o programa de televisão também vai ser decisivo para que o eleitor de todo o Estado possa avaliá-lo como político e gestor.
Do deputado federal Armando Vergílio: “Não tenho a menor dúvida de que o candidato do PMDB a governador de Goiás será o empresário Júnior Friboi. Ele é quem está realmente em campo, reorganizando o partido, dialogando com seus líderes”. Armando Vergílio diz que, em pouco tempo, Júnior Friboi reestruturou o PMDB. “O partido está ‘fervendo’ no interior.”
O marqueteiro Duda Mendonça vem para Goiânia todos os domingos, hospeda-se no hotel Mercure, no Setor Oeste, e fica até segunda-feira. Duda Mendonça orienta Júnior Friboi e deixa novas instruções com seu pupilo, o marqueteiro e jornalista Augusto Fonseca. Este acompanha Friboi em tempo integral. A linguagem de Friboi, mais moderada e coordenada, já é um trabalho da equipe do publicitário baiano. Não é fácil lapidar uma pedra bruta como o empresário, sobretudo porque ele acha que sabe de tudo, mas o marqueteiro-chefe começa a moldá-lo. Conta-se que já tiveram um breve arranca-rabo, mas Friboi recuou e acatou as sugestões.
Depois de examinar a última pesquisa Fortiori com lupa, Duda Mendonça teria dito a Friboi que os números lhe são positivos e sugeriu que não se desespere. O marqueteiro avalia que o empresário vai crescer de modo lento mas sustentado e que, em seguida, tende a “disparar”. A expectativa de Duda Mendonça é que, na próxima pesquisa de intenção de voto, Friboi apareça em segundo lugar, atrás apenas do governador Marconi Perillo.
Friboi não gostou quando soube que o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), havia lhe “tomado” o técnico que, junto com Paulo Souza, ex-PV, estava elaborando seu programa de governo. Jeovalter Correia, que Friboi respeita, foi convocado, às pressas, para tentar salvar a Secretaria de Finanças do naufrágio gerado pelo sabe-tudo-que-não-sabe nada Cairo Peixoto.
O PROS está negociando politicamente com o governador Marconi Perillo, do PSDB, e, ao contrário do que sugeriu uma nota de “O Popular”, a cúpula do partido não rompeu as relações com o pré-candidato do PMDB a governador, Júnior Friboi. Na verdade, o jornalista Jarbas Rodrigues Jr., consciente ou inconscientemente, foi usado para os líderes do PROS enviaram um torpedo ao empresário Friboi. Afinal, as tratativas que haviam sido feitas valem ou não? É o que eles querem saber. Friboi não quer perder o PROS, mas não gosta de ser pressionado com muita insistência. Nem quer participar de leilão.
Na semana passada, Júnior Friboi fez questão de ressaltar que não fez cirurgia de próstata. O médico Áureo Ludovico não faz este tipo de operação. O empresário acredita que está livre de uma hérnia que o incomodava. O médico recomendou repouso e cautela. Mas ele participou do encontro do Solidariedade, ao lado do “aliado” Armando Vergílio. O deputado federal teve de ampará-lo.

